Gênesis 49:22–26

 

José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; os seus ramos estendem-se sobre o muro. Os arqueiros deram-lhe amargura, e o flecharam e o aborrecereram. No entanto, o seu arco fiava forte, e os braços das suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (donde vem o Pastor e a Pedra de Israel), pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos céus de cima, com bênçãos do abismo que jaz debaixo, com bênçãos dos seios e da madre. As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus progenitores, até ao limite dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos.” Amém.

 

A diversidade de traduções e a riqueza da vida de José

Entre os vários filhos de Jacó, agora restam apenas dois filhos de Raquel: José e Benjamim. O personagem que meditaremos hoje é José. Na verdade, este texto pode ser um pouco difícil de ler. Não porque o conteúdo seja complexo, mas porque, se compararmos a versão tradicional com outras traduções modernas, o significado pode parecer consideravelmente diferente.

 

Algumas traduções modernas vertem José não como um "ramo frutífero", mas como um "asno montês". Na verdade, essas duas palavras não evocam imagens nem um pouco parecidas. Se fosse algo como "videira", o campo de compreensão teria se estreitado, mas a lacuna entre um "ramo" (planta) e um "asno" (animal) é muito grande. Para ajudar os irmãos a entenderem por que ocorre essa diferença de tradução, gostaria de acrescentar uma breve explicação.

 

Como conclusão, tanto "ramo frutífero" quanto "asno montês" são traduções academicamente possíveis. A palavra hebraica 'pere' originalmente consiste apenas de consoantes, o que deixa margem para várias interpretações dependendo do contexto. Algumas versões traduziram como "jumentinho" ou "asno montês" resgatando a vivacidade própria da palavra, enquanto a versão tradicional traduziu como "ramo frutífero" focando na prosperidade de dar frutos.

 

O sofrimento e a exaltação de José nas duas interpretações

Ambas as interpretações contêm suas próprias lições espirituais. Primeiro, se entendermos José como um "asno", isso tem uma profunda relação com o asno que um rei monta. Isso sugere a mudança na nobre posição que José experimentará. Já estudamos com a tribo de Judá, através das palavras de Zacarias, a imagem do Messias, o Rei que é sumamente alto, mas que se humilhou a si mesmo montando um asno. José também se tornou humilde ao atravessar duros sofrimentos, e finalmente Deus o exaltou; a palavra 'asno' mostra isso simbolicamente.

 

Por outro lado, se for entendido como "ramo frutífero", a atenção volta-se para os frutos abundantes que a vida de José produziu. Especialmente a descrição de que o ramo "transpôs o muro" é muito significativa. Isso significa que a bênção através de José ultrapassou os muros de sua própria família ou nação e fluiu para os gentios e para todos na terra de Canaã. No final, dado que ambas as traduções explicam maravilhosamente a vida turbulenta de José e as bênçãos que desfrutou, é difícil determinar que uma esteja incorreta.

 

O significado do ramo frutífero conectado com a bênção da criação

Ainda assim, dou um pouco mais de peso à tradução "ramo frutífero". Há dois fundamentos teológicos para isso. O primeiro é devido à natureza das quatro bênçãos que Jacó proclama. As bênçãos dos céus, do abismo, dos seios e da madre mencionadas no texto estão estreitamente conectadas com o relato da criação em Gênesis 1. O céu e o abismo evocam as águas acima e abaixo da expansão na criação, e a bênção da prosperidade e fecundidade também simboliza o mandamento de Deus Criador.

 

Segundo, é o fato de que se chama o Deus que dá a bênção de "Todo-Poderoso (El Shaddai)". Como trataremos em detalhes mais adiante, 'El Shaddai' é um título usado especialmente quando se enfatiza o poder como Criador. Se o objetivo fosse enfatizar a autoridade real e a posição de governo de José, teria sido usado 'El Elyon', que significa o Deus Altíssimo. Portanto, deve-se ver que o texto coloca maior ênfase na vitalidade e na prosperidade devido ao poder criativo de Deus do que na autoridade de José.

 

Diversidade de opiniões teológicas e uma atitude de fé humilde

Qual tradução será escolhida não prejudica a essência da bênção que José recebeu. Pois ambas as interpretações concordam que cantam a abundância de José. No futuro, quando estivermos diante do Senhor, finalmente obteremos as respostas claras para todas as verdades. Até lá, devemos manter uma atitude humilde diante do profundo mistério da Bíblia.

 

Às vezes, os irmãos me perguntam sobre uma opinião teológica específica ou uma perspectiva escatológica. Nesses casos, digo para tomarem cuidado com a atitude de pretender que apenas uma teoria é a verdade absoluta. Na história da igreja, excelentes predecessores na fé protegeram a essência do evangelho respeitando as diferentes opiniões.

 

No final, o que precisamos não é do conhecimento para distinguir a resposta correta, mas de uma atitude de fé que reconheça os limites do ser humano que não pode compreender totalmente a palavra de Deus. Perceber que nossa compreensão da Bíblia ainda é insuficiente e avançar apegando-nos apenas à fiel promessa de Deus será a imagem de um cristão sábio.

 

O valor da humildade prostrando-se diante da palavra de Deus

Na verdade, nós temos acesso a mais informações sobre a Bíblia do que o reformador Calvino. Comparado com os predecessores da fé de 500 anos atrás, o fato de sabermos mais sobre geografia e arqueologia bíblica hoje em dia é, talvez, algo natural. Na realidade, se revisarmos os comentários de Calvino, muitas vezes encontram-se partes que devem ser corrigidas academicamente. Por mais excelente teólogo que fosse, houve áreas que ele não chegou a compreender totalmente com o nível de pesquisa daquela época, e só depois de muito tempo soubemos disso. A razão pela qual Deus não nos revela todas as verdades de uma só vez é para nos tornar humildes. Isso nos lembra que devemos nos prostrar verdadeiramente diante da palavra da Bíblia escrita e sempre manter uma postura baixa diante da sabedoria de Deus.

 

Dito isso, não é que essas diferenças na interpretação ou nas opiniões tenham uma influência negativa em nossa fé. Pelo contrário, esse processo faz com que o núcleo verdadeiro do texto se manifeste com maior clareza. A essência da bênção para José não reside na árvore frondosa, no fruto abundante ou no asno montês em si mesmos. O ponto verdadeiro é quem é aquele que permite e governa estas bênçãos. Jacó, para enfatizar este ponto, continua com cinco confissões fundamentais que manifestam o caráter de Deus dentro da bênção de José.

 

A essência da bênção: A mão de Deus e Sua companhia

Confirmemos o primeiro segredo da bênção para José através do versículo 24. A Bíblia proclama: "o seu arco fiava forte, e os braços das suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó, donde vem o Pastor e a Pedra de Israel". O fato de José poder retesar o arco com braços fortes e vencer não foi porque suas armas ou sua capacidade pessoal fossem excelentes. O núcleo do poder que José desfrutou não residia em sua própria força, mas no fato de que se apoiou na mão do Deus Todo-Poderoso.

 

A expressão "ramo frutífero junto à fonte" que aparece no início do texto também contém a mesma verdade. Aqui, "junto à fonte" não significa simplesmente o contexto geográfico de que José ficou na terra fértil do Egito. Pelo contrário, significa o contexto espiritual de que Deus, a origem da vida, sempre esteve com José. No final, o ponto culminante de todas as bênçãos dadas a José foi possível porque ele caminhou com Deus. Sua abundância foi apenas através de Deus, e Jacó confessa esse soberano da graça como o 'Valente de Jacó'.

 

O Deus Todo-Poderoso que protegeu a vida de Jacó

Costumamos passar por alto a expressão 'Valente de Jacó' ao ler a Bíblia. Mas imaginem que estão abençoando seu filho. Em vez de dizer "espero que a bênção de Deus esteja contigo", se dissessem "desejo que o Todo-Poderoso de teu pai Jacó te abençoe", o filho estranharia. Talvez perguntasse: "Por que precisamente o Deus 'de Jacó'?". Mas nós conhecemos bem a razão. O nome 'Jacó' originalmente significa 'o que suplanta' ou 'o que engana'. Pensem em sua vida turbulenta e cheia de defeitos como enganador e fugitivo. Chamar a Deus de 'Todo-Poderoso' usando o nome desse Jacó revela de maneira extrema quão forte e grandioso Ele é. Aqui, o Todo-Poderoso significa 'o mais forte' que sustenta qualquer vida obstinada para que não se dobre.

 

O fato de Jacó poder colocar seu próprio nome e confessar "meu Todo-Poderoso" não foi porque ele fosse justo. Pelo contrário, foi uma confissão possível porque sabia melhor do que ninguém quão vergonzosa era sua vida. Apesar de ser uma vida assim, Deus não o abandonou e o protegeu e guiou até aqui; ao perceber isso, ele proclamou que Deus é seu verdadeiro exército, sua força e o forte que o sustenta. No final, quem sustentou a mão de José até o último momento não foi seu pai Jacó, mas este Deus Todo-Poderoso. A situação de hoje não é diferente. Pelo contrário, vivemos em uma época em que precisamos da mão deste Deus forte de maneira mais feroz do que naquela época.

 

Além dos apoios do mundo, rumo a Deus como fonte de bênção

Muitas vezes, em vez de buscar o verdadeiro Todo-Poderoso, definimos Deus a nosso bel-prazer e O reduzimos ao nível que nós pensamos. É uma época em que, mesmo tendo fé, consideramos o seguro ou o saldo bancário como uma fortaleza mais sólida do que Deus. Mesmo ao planejar os assuntos de Deus, nossa honesta realidade é calcular primeiro o estado do nosso bolso antes de Sua provisão infinita. É claro que é importante usar bem a sabedoria que Deus nos deu. Preparar pensões para o futuro e ser econômico para gerir o lar são coisas valiosas. Mas sempre devemos colocar a mão no coração e nos perguntar: 'Em que estou confiando sinceramente agora?'. Se todos estes baluartes do mundo desaparecessem, o gozo e a paz verdadeira dentro de mim poderiam permanecer inalterados?

 

Confessar que Deus é a fonte da bênção é uma decisão de fé de que nossa vida obtém significado apenas através de Deus. Por mais que somemos riquezas e sucesso desta terra à nossa vida, do ponto de vista da eternidade, a resposta é, no final, apenas '0'. Porque não há nada que possamos levar diante da morte. As coisas do mundo não podem mudar a essência da vida nem dar um gozo verdadeiro. Pelo contrário, a resposta está no lado oposto. Quando é 'vida mais Deus', recém se chega a possuir tudo. O segredo de uma vida que o mundo chama de 'o prêmio máximo' está precisamente aqui. A vida torna-se completa recém porque Deus está presente. Olhar para Deus, que é o verdadeiro descanso, e não para os refúgios do mundo que desaparecerão, é o começo da bênção.

 

O significado de uma vida grandiosa junto a Deus

Por mais que acrescentemos prosperidade ou sucesso mundano à nossa vida, qual será a conclusão que enfrentaremos? Mesmo que acumulemos as coisas boas deste mundo como montanhas, não há nem uma única coisa que possamos possuir eternamente. No final, essa resposta apenas retorna a 'zero (0)'. Porque o valor que se pode conservar permanentemente não existe dentro do que é material nesta terra. Embora muitos se esforcem para ter mais, o fato de se acrescentarem coisas do mundo não muda a essência da vida nem completa a vida de gozo verdadeiro que Deus deseja.

 

Pelo contrário, a resposta está no lado oposto. Quando Deus é acrescentado à nossa vida vazia, a vida recém chega a possuir tudo. O chamado 'prêmio máximo' da vida ocorre precisamente nesse momento. Quando é 'vida mais Deus', recém se experimenta o milagre de ser preenchido. Diante da morte não resta nenhuma conquista mundana, mas a vida junto a Deus tem um significado eterno. No entanto, ainda costumamos perder o olhar nas coisas do mundo que desaparecerão. Você está confessando que o descanso verdadeiro não está no saldo bancário ou na pensão, mas apenas em Deus? Se aproveita a sabedoria do mundo, mas apenas confia nela, isso não pode ser chamado de vida de um cristão. Portanto, devemos nos perguntar constantemente: "A quem estou tomando como meu Todo-Poderoso?".

 

A paciência e o amor de Deus, o Bom Pastor

Jacó, depois de chamar Deus de 'o Todo-Poderoso de Jacó', confessa-O em segundo lugar como 'Pastor'. O animal chamado ovelha é o sinônimo da necedade que se move de acordo com sua própria teimosia. É um ser frágil que não tem senso de direção, é teimoso e até, se cair uma vez, não consegue se levantar por sua própria força. Quando essa ovelha encontra o pastor, recém sua vida é preservada e renasce como o ser mais valioso. Se esse Pastor é Deus, como mudaremos nós, que somos as ovelhas? Não é que por termos encontrado Deus nos tornamos inteligentes de repente ou abandonamos toda a nossa teimosia crônica em um instante.

 

Não é que por termos nos tornado cristãos toda a nossa personalidade mude em um momento e nos tornemos pessoas perfeitas. Claro que todos ansiamos que seja assim. Mas às vezes, no verso desse anseio esconde-se o desejo egoísta de 'quero ser uma pessoa aceitável' antes da glória de Deus. Apenas nos concentramos em ser pessoas respeitadas e não criticadas pelos outros, mas nos falta a decisão de dizer: "mesmo que eu seja rebaixado e pisoteado, se o nome de Deus for exaltado, irei de bom grado por esse caminho". Frequentemente consideramos esta entrega como uma história especial de mártires que não tem a ver conosco. Mas Deus, nosso Bom Pastor, apesar destas nossas limitações, guia-nos a pastos delicados com infinito amor e paciência.

 

A confiança no Deus Pastor que arrisca Sua vida

Os cristãos são pessoas que anseiam que apenas Deus seja exaltado, não eles mesmos. No entanto, muitas vezes queremos ser trabalhadores competentes que cumprem maravilhosamente a obra de Deus com nossa própria excelência. Também desejamos fervorosamente deixar uma conquista grandiosa para o reino de Deus possuindo um conhecimento bíblico profundo. Mas a essência da fé não reside em nossa competência. A verdadeira bênção está na graça de que o próprio Deus guia a nós, as ovelhas, às águas e nos faz repousar em pastos verdes com Sua mão.

 

A razão pela qual não tememos, mesmo quando passamos pelo vale da sombra da morte, não é porque a geografia do vale não seja íngreme, nem porque nosso ambiente tenha melhorado. É porque quem me guia é precisamente o Deus Pastor que de bom grado entrega Sua própria vida por mim. Porque confiamos totalmente na fidelidade do Pastor que não poupa Sua vida pelas ovelhas, podemos finalmente caminhar em silêncio pelo caminho do sofrimento onde não se vê o que está à frente.

 

O amor fiel do Pastor que cobre o nosso esquecimento

Apesar de o sacrifício do Pastor ser tão sublime, devemos nos perguntar se nós, como ovelhas, estamos vivendo compreendendo plenamente esse coração. Vocês passaram o dia de hoje, desde cedo de manhã até agora, agradecendo sinceramente a Deus em cada momento? Quantos de nós temos vivido lembrando do Senhor sem cessar, como ensina a Bíblia, e ansiando por Sua graça em cada instante? Vendo a debilidade humana, ninguém poderá assegurar com orgulho que está caminhando esse caminho plenamente.

 

Esquecemos Deus com muita facilidade. A natureza da ovelha é olhar rapidamente para outro lado, mesmo recebendo toda a provisão. Diferente do cão fiel que segue lealmente seu dono, a ovelha não consegue abandonar sua atitude egoísta até o fim. Nesse sentido, a ovelha parece-se muito com a nossa imagem humana. Apesar disso, o Pastor entrega Sua vida por essa ovelha néscia. Porque Ele é nosso Bom Pastor invariável.

 

A glória de Deus que não nos abandona

Quando dizemos que Deus nos guia, muitas vezes tomamos isso como um consolo leve. Costuma ficar em um nível de expectativa vaga como "Deus me acompanha, então será de ajuda" ou "Ele me livrará no meio do sofrimento". Mas o que o texto sugere é muito mais desesperado e sublime. Deus é quem, por vocês, Seu filho amado, está arriscando Sua honra e Sua vida em cada momento sem descansar nem um segundo.

 

Sendo honestos, nós mesmos muitas vezes não conseguimos arriscar a vida por Deus. Eu mesmo, como pastor, se me deparasse com a solene pergunta de se entregaria a vida pelo Senhor, hesitaria e pediria tempo para pensar em vez de responder de imediato. Mas Deus é diferente. Ele arrisca tudo o que é Seu por nós em cada momento. A razão pela qual a glória e o poder da cruz de Cristo não nos abandonam nem por um instante está aqui. A certeza de que já nos livrou, nos está livrando agora e certamente nos livrará no futuro; essa é a promessa inalterável de Deus.

 

O Deus que é a Rocha e a Promessa de Israel

Em terceiro lugar, Jacó confessa Deus como a 'Rocha de Israel'. Normalmente, na expressão 'rocha' imaginamos um fundamento firme que não se abala diante de nenhuma tribulação ou uma fortaleza sólida. Mas para transmitir com mais precisão a nuance da palavra usada no texto, é apropriado chamá-Lo de 'Pedra'. Porque esta 'pedra' tem um simbolismo muito especial na vida de Jacó.

 

Lembrarão da noite em que Jacó, fugindo de seu irmão, dormiu no deserto de Betel usando uma pedra como travesseiro. Jacó, que encontrou Deus na visão da porta do céu aberta e os anjos subindo e descendo, ao acordar de seu sono levantou essa pedra em que tinha dormido, fez dela uma coluna e adorou a Deus. Naquele momento, aquela pedra tornou-se o selo da santa aliança pactuada entre Deus e Jacó. Portanto, a confissão "Deus é a pedra de Israel" é o mesmo que proclamar que Deus é 'a Promessa em si mesma'. Para nós hoje, Deus é a pedra invariável do pacto e a realidade inamovível da promessa.

 

A fiel promessa de Deus que não nos esquece

É um fato verdadeiramente assombroso que a promessa de Deus seja uma realidade em nossa vida. Deus prometeu: "Eu darei o meu Filho, e ele os salvará morrendo". Esta promessa vai além de uma simples declaração, é a palavra de Deus mesma e é Deus mesmo. Essa santa promessa cumpriu-se, ou não se cumpriu? Já se cumpriu e foi-nos dada. Esse é precisamente o poder e a realidade que tem a promessa.

 

Não só isso. Deus prometeu: "Nunca te esquecerei". Essa promessa é Deus mesmo. Por esse Deus é que vocês se tornam bem-aventurados. Irmãos, é algo muito agradável que alguém se lembre de você sem te esquecer. Mas, o que dizer se esse alguém é Deus? Deus disse que não os esqueceria, e essa palavra tornou-se realidade.

 

Se o expressarmos um pouco literariamente, podemos dizer que nós estamos dentro do coração de Jesucristo. O Senhor não só diz "tu és o meu coração", "tu és o meu amor", mas também proclama: "moldar-te-ei sem falta até que chegues à imagem de Jesucristo". A promessa de Deus é Deus mesmo, e nós tornamo-nos aqueles que desfrutam de bênção por essa promessa. Essa promessa de que nenhum pecado, maldade ou morte poderá te causar dano e que o reino de Deus se completará em ti, torna-se a origem de todas as nossas bênçãos.

 

A palavra de Deus que se cumpre em nossa vida

Não haverá por acaso algum versículo que tenham passado por alto sem perceber ao ler a Bíblia? Haverá versículos que esquecem frequentemente mesmo memorizando-os, ou palavras que não conseguiram guardar profundamente no coração apesar de as terem lido claramente. Alguém pode chorar apegando-se a uma palavra porque um versículo específico tocou seu coração, mas muitas vezes lê-se a Bíblia apenas por costume, apesar de a ler diariamente. No entanto, mesmo que vocês a esqueçam e passem adiante, essa é a promessa e a palavra invariável de Deus. Deus nunca esquece e cumprirá essa palavra em vocês sem falta. Portanto, como não poderíamos ser bem-aventurados? Porque o Deus fiel torna-Se pessoalmente a garantia dessa palavra.

 

A quarta é uma proclamação mais assombrosa do que a história compartilhada anteriormente. No início, Jacó disse "o Todo-Poderoso de Jacó dá a bênção". Colocar seu nome vergonhoso e falar da onipotência de Deus é, de fato, algo que dá vergonha. Mas ao introduzir a base da quarta bênção, meu rosto aquece-se mais. Jacó diz a José: "o Deus de teu pai é a tua fonte de bênção". Esta é uma expressão muito mais pessoal e íntima do que quando usou o nome 'Jacó' anteriormente.

 

José teria uns cinco ou seis anos? Houve um incidente em que sua mãe Raquel escondeu um ídolo chamado Terafim. José observou ao seu lado a situação desesperada em que todos poderiam ter morrido se Labão, o tio e sogro de Jacó, o tivesse encontrado enquanto procurava minuciosamente. Também recordará o que aconteceu pouco depois, quando seu pai fez atravessar toda a família primeiro pela noite e ficou sozinho à beira do rio Jabbok. Não se sabe o que teria pensado o pequeno José, mas certamente pareceu-lhe estranho, e cresceu vendo a imagem de seu pai que apareceu coxeando na manhã seguinte. José observou mais vividamente do que ninguém quem era seu pai e que tipo de vida viveu.

 

A graça de ser o Deus de pais débeis

Mas como pôde Jacó falar tão orgulhosamente? Dizendo: "Meu Deus, ou seja, esse Deus de teu pai é a tua bênção". Isto é, de fato, uma confissão assim: "José, não me viste tu também? Sabes bem quão débil sou e quão fácil me abalo, e que sou alguém com muitas imagens vergonhosas que não pode falar com orgulho diante de Deus". Além disso, como não saberia o filho daquela imagem que tinha tanta cobiça que queria possuir tudo? Como poderia essa imagem com tantas faltas ser a fonte da bênção?

 

No entanto, José não só viu as faltas de seu pai, mas ao mesmo tempo também viu sua imagem rendendo-se diante de Deus. Também observou as suas costas voltando-se para Deus e arrependendo-se. Irmãos, todos sabemos bem quão difícil é a educação dos filhos. Há inúmeros métodos secretos no mundo e os especialistas aconselham, mas a vida de seus filhos não será nada fácil. Muitas vezes ouvimos histórias como "o segredo de enviar os três filhos para universidades de prestígio", mas como não teria havido feridas entre esse pai e os filhos?

 

Nas relações mais próximas, é quase impossível não se magoar mutuamente. Onde há um pai que possa dizer "nunca te causei um trauma", e onde há um filho que não tenha devolvido essa quantidade de dor ao pai? Qual é o sentimento que mais lamentamos quando nos despedimos de nossos pais pela última vez? Não é o arrependimento de "deveria ter sido um pouco melhor com eles quando estavam vivos"? Nenhum de nós pode ser alguém seguro de si mesmo na relação pai-filho.

 

O exemplo do pai de confiar em Cristo e não na perfeição

Ainda estamos presos aos ensinamentos confucionistas, pensando que devemos ensinar dando o exemplo pessoalmente aos filhos. Não é que isso seja mau. Eu também estou totalmente de acordo em que aprender numerosos métodos de criação e treinar-se para ser um bom pai é algo que claramente necessitamos.

 

No entanto, devemos reconhecer também o fato de que não podemos ser uma mãe perfeita ou um pai completo por muito que nos esforcemos. Por que é assim? Porque assim como os filhos são pecadores, por muito que mostremos apenas coisas boas, os enviemos para boas escolas e bloqueiem as más influências ao seu redor, eles continuam a ser pecadores. O que o ser humano sabe fazer é criar as coisas mais malvadas tendo até as melhores coisas. Acham que nossos filhos serão diferentes? Nós mesmos, os pais, não somos assim?

 

Ainda assim, quão néscio é não reconhecer isto e acreditar que a criança crescerá maravilhosamente apenas se lhe mostrarmos coisas boas? A Bíblia não nos diz para sermos pais perfeitos e para criarmos bem a criança dando um exemplo perfeito em todos os aspectos. Onde há um pai assim na Bíblia? Se houver, dêem-me pelo menos um exemplo.

 

Como Paulo não teve filhos, não há forma de ele dizer tal coisa, e a história dos filhos de Pedro também não aparece na Bíblia. Se olharmos com os critérios de hoje, talvez seja justo que critiquemos Pedro. Não perguntaríamos à nossa maneira como pôde abandonar toda a família e os filhos para seguir Jesus, e o que aconteceria com a família que ficou para trás? No final, ele até morreu pendurado de cabeça para baixo na cruz. Irmãos, talvez estejamos cometendo um grande erro. De fato, não existem 'pais bem-sucedidos' neste mundo.

 

A vida de mostrar a Deus no meio do fracasso e da debilidade

No mundo, e mesmo entre nós cristãos, não existem 'pais bem-sucedidos'. Nós não somos pessoas que possuem o segredo de uma criação perfeita, mas, pelo contrário, somos pessoas que se dão conta de forma desgarrada de quem somos. Somos pessoas que sabem quantos erros cometemos e quão insuficientes somos, e que não somos diferentes de Jacó. Por isso, não devemos mostrar apenas a imagem de "estou a fazer isto tão bem" perante os filhos, mas devemos ser capazes de confessar corajosamente: "esforço-me tanto, mas sou alguém realmente débil e um pecador como tu. Sei que há momentos em que magoo o teu coração com a minha insuficiência".

 

O que devemos mostrar aos filhos é o fato de que, por sermos pecadores débeis, sempre devemos confiar em Jesucristo. Embora sejamos seres que cometem erros e se abalam facilmente, devemos mostrar a evidência de que Deus finalmente me segurou naquela situação indescritivelmente difícil. Como não haveriam de chegar sofrimentos difíceis de suportar ao futuro de nossos filhos também? Desejamos com coração de pai que o sofrimento os esquive, mas neste mundo hostil, como não haveria pessoas temíveis e coisas difíceis entre as pessoas com quem se chocam e encontram nossos filhos? Assim como foi a nossa vida, a tribulação chegará às vidas deles também.

 

Nesse momento, há algo que os filhos devem recordar. É o fato de que devem voltar para o Senhor, e a segurança de que o Senhor me recebe de bom grado e me sustenta até o final. Devem apegar-se a esse fato e levantar-se com forças de novo. Se desejam que não haja tais sofrimentos em absoluto, teriam de ir para Marte ou para a Lua. Porque enquanto não viverem num lugar onde não haja ninguém, as tempestades da vida são inevitáveis.

 

A armadura de Deus do evangelho que não se abala no mundo

Um dos pontos fracos que tem a educação escolar cristã é que, segundo as estatísticas, os chamados 'meninos criados bondosamente' costumam cair em provas e tentações maiores ao ir para a universidade ou sair para a sociedade. Deve ver-se que a maior responsabilidade no fenômeno de que os estudantes que cresceram bem dentro da vedação da igreja e da escola cristã abandonem a fé ao tornarem-se adultos reside nos pais e na igreja.

 

É porque, mais do que ensinar adequadamente às crianças como é o mundo na realidade, apenas repetimos as palavras "deves viver bondosamente". Fizemos com que sentissem que o mundo era um lugar amável e bom para elas, então quão grande será o impacto quando as crianças criadas numa estufa saírem de repente para o mundo áspero?

 

Devemos ensinar claramente às crianças o fato de que o mundo é um lugar manchado pelo pecado. E ao mesmo tempo, devemos ensinar qual é a única força que pode atravessar este mundo pecaminoso apesar de estarmos a viver nele. Isso é precisamente a cruz e o evangelho de Cristo. Devemos informá-las do fato de que podemos viver de novo graças a esse evangelho. Devemos ensiná-las a não temer o fracasso, e que a vida não termina porque caem e se abalam.

 

Embora pareça que caímos e não nos podemos levantar de forma alguma, não há necessidade de preocupação alguma. Nossos meninos devem saber sem falta o fato de que Deus, que levanta os joelhos magoados e os faz pôr-se de pé de novo para caminhar para o reino de Deus, não os solta nem um só instante.

 

Esse é precisamente o caminho para proteger verdadeiramente as crianças. Além disso, estas não são palavras que se aplicam apenas aos filhos. É uma verdade que se aplica igualmente à esposa, ao esposo e a todos nós. Devemos confiar claramente no fato de que Deus ainda está conosco, independentemente de em que situação ou circunstância nos encontremos.

 

O verdadeiro significado do Deus Todo-Poderoso ‘El Shaddai’

Por último, Jacó confessa Deus como 'o Todo-Poderoso'. Aqui a palavra para todo-poderoso é precisamente 'Shaddai'. É a palavra que usamos quando costumamos chamar 'El Shaddai'. Dado que 'El' significa Deus, El Shaddai significa precisamente o Deus Todo-Poderoso. Mas na realidade, esta palavra 'Shaddai' é uma palavra muito complicada e difícil de interpretar.

 

Hoje em dia, nas Bíblias em inglês traduz-se como 'Almighty God' e nós também o chamamos 'Deus Todo-Poderoso', mas é difícil ver que esta tradução tenha captado 100% do significado original da palavra de forma exata. Esta tradução originou-se da Bíblia grega chamada a Septuaginta no passado. Ao chegar a era grega, traduziram a Bíblia para o grego para os imigrantes judeus que não sabiam ler a Bíblia hebraica, ou seja, a diáspora, e nesse momento traduziram esta palavra como 'All-powerful'. Isto transferiu-se para o latim mais tarde e tornou-se o 'Almighty' de agora.

 

Então, qual é o verdadeiro significado desta palavra? Podem surpreender-se, mas a origem exata ainda não se descobriu. Se digo que não se sabe o significado exato da palavra, poderiam estranhar perguntando "como se interpreta a Bíblia". Mas todas as palavras sempre podem captar o seu significado através do contexto. A razão pela qual somos hábeis no nosso idioma também é porque entendemos melhor o uso dentro do contexto do que a definição de dicionário de cada palavra.

 

Mesmo que alguém diga uma palavra um pouco mal durante uma conversa, podemos captar a sua intenção suficientemente se ouvirmos o contexto geral. A lógica de que entendamos tudo mesmo que um estrangeiro fale num idioma torpe é precisamente esta. Este é precisamente 'o poder do contexto', e torna-se uma chave importante para entender a Bíblia.

 

Jeová e El Shaddai, Deus de salvação e criação

Há poder no contexto. Encontramos esse poder em vários lugares da Bíblia, mas um dos contextos mais importantes é Êxodo capítulo 6, versículos 2 e 3. Deus diz a Moisés "Eu sou Jeová", revelando o Seu nome. Nas palavras que se seguem, disse: "Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como o Deus Todo-Poderoso, mas pelo meu nome Jeová não lhes fui conhecido". Aqui o Deus Todo-Poderoso é precisamente o 'El Shaddai' que estamos examinando. Ou seja, o nome Jeová é um nome que se deu a conhecer formalmente a Moisés na era do Êxodo, e significa que se manifestou aos patriarcas anteriores como El Shaddai.

 

Então, Abraão não conhecia de forma alguma o nome Jeová? De maneira nenhuma. O apelativo Jeová já aparece desde o Gênesis. O que se enfatiza aqui é o fato de que o verdadeiro significado do nome Jeová se concretizou recém ao chegar ao tempo de Moisés. Revelou o Seu nome como o Deus de salvação que resgata Israel do Egito. Por outro lado, o título 'Deus Todo-Poderoso' usou-se principalmente antes do Êxodo, ou seja, no período em que os patriarcas estavam ativos. O Deus do Gênesis, que é o registro anterior ao evento do Êxodo, é precisamente El Shaddai. Isto contém profundamente o caráter de Deus que realiza basicamente a criação, a prosperidade e o cumprimento das promessas.

 

O Deus que dá a promessa e renova a vida

Se há outra diferença, é o ponto de que o Deus do Gênesis, ou seja, o Deus de Abraão, é quem dá a promessa. Por outro lado, Jeová Deus é quem cumpre realmente essa promessa e guia a Canaã. Abraão não sabia para onde ia, mas avançou confiando na palavra. No entanto, o povo de Israel avançou conhecendo o destino claro de Canaã ao sair do Egito. Precisamente aqui há uma grande diferença.

 

Dentro deste nome 'El Shaddai' está contida a graça de Deus que nos chama quando não sabemos para onde ir e estamos perdidos sobre como viver, e não sabemos o que fazer no meio da confusão. Aquele que nos chamou dá-nos uma promessa e guia-nos fielmente ao lugar onde essa promessa se cumpre. Esta é precisamente a imagem de Deus manifestada no Gênesis.

 

Portanto, o nome El Shaddai está mais próximo do significado de 'criação' do que de 'salvação'. Se a salvação que nos resgata está mais próxima do caráter do nome Jeová, o Deus do Gênesis, ou seja, quem criou todas as coisas e nos molda de novo cada dia, é El Shaddai. Aquele que nos renova hoje também e realiza uma nova criação na nossa vida é precisamente o nosso Deus El Shaddai.

 

A mão do Rei que governa o mundo e nos sustém

O fato sumamente importante que podemos saber aqui é que o Deus de 'El Shaddai' nos está proclamando "quem sou Eu". "Eu sou o Criador que criou este mundo, e o verdadeiro Rei que governa e move todo o universo. Eu te chamei e sou o Deus que deu a promessa a Abraão, a Isaque e a Jacó. Todas as nações desfrutarão de bênção através de vocês; Eu te formei, te protegi, te chamei e te guiei". Aquele que nos sustém e nos cuida hoje com esse poder que criou o mundo, esse é precisamente o Deus El Shaddai.

 

El Shaddai não é um Deus diferente de Jeová. São o mesmo, mas apenas o ponto de ênfase que tem o nome é diferente. No aspecto de resgatar Israel do Egito dentro da história da salvação enfatiza-se o 'Jeová Deus', mas no aspecto de guiar os povos que receberam o chamado de Deus apenas num lugar como o deserto onde não há onde apoiar-se, enfatiza-se El Shaddai. Como Abraão, Isaque e Jacó, mesmo quando não conhecem a Deus plenamente nas suas diferentes vidas e vagam indo por caminhos errados, Deus termina cumprindo a Sua vontade ao final.

 

Que Deus é este? É precisamente o 'Deus da graça'. Este Deus da graça enfatiza-se em todos os momentos da nossa vida. Essa mão todopoderosa segurará a mão de José, fortalecerá o braço de José que segura o arco e envolverá calorosamente o seu ombro. Essa mão de poder protegerá e guiará a sua vida hoje também.

 

O Deus da graça que não nos solta nem um só instante

Irmãos, quem sustém a sua vida agora? Em mãos de quem estão confiadas as suas mãos e os seus ombros? No momento em que tentam começar algo novo retesando a corda do arco para o alvo da vida, quem é o que sustém esse arco?

 

Se pensam que apenas as suas mãos estão segurando esse arco, é um grande erro. Acham que podem viver apenas com a sua própria força? Acham que quando caírem fracassados, devem levantar-se de novo unicamente com a sua própria força? A Bíblia diz-nos que de forma alguma é assim.

 

O fato de Deus estar com a sua vida significa que Ele é quem os sustém não só quando as coisas vão bem, mas em todos os momentos de fracasso e queda, e mesmo na cena de um sofrimento assombroso. Ele é o meu Pastor, e é o Pastor que arriscou a vida por mim. Além disso, torna-se o meu guerreiro, a minha promessa e a minha palavra.

 

Não há por acaso uma palavra que amem e para a qual vá o vosso coração especialmente ao ler a Bíblia? Não se alegram dizendo "esta palavra é realmente a minha palavra"? Precisamente esse Deus torna-se a palavra de vocês. Esse Deus ora por nós sem adormecer nem dormir. Neste mesmo instante, Jesucristo está intercedendo por vocês.

 

Nós a vezes perdemos a nossa própria vida e vagamos. Mas a Bíblia proclama que há alguém que não nos perde nem um só instante. Existe verdadeiramente alguém que entregou o mais preciado de Si mesmo por mim. Embora os pais do mundo me abandonem ou me esqueçam, há alguém que diz: "Eu nunca te esquecerei".

 

O amor d'Aquele que diz "entreguei até o meu único filho por ti, o que mais escatimaria pela tua vida?" está a sustentar-vos agora. Espero que sejam vocês quem avance valentemente confiando neste Deus Todo-Poderoso, o Todo-Poderoso de Jacó.

 

O chamado de Deus que cria uma vida nova cada dia

Esse é precisamente o Deus El Shaddai. Aquele que os cria também hoje, Aquele que os molda de novo também hoje. Por muito que vocês se reprochem dizendo "sou uma pessoa sem esperança", "eu nunca mudo", a poderosa armadura da graça de Deus nunca se perfura. Porque Deus não detém o Seu zelo para conosco.

 

Deus diz-nos assim: "Tu és um ser diferente do de ontem. És um ser mais novo hoje, e um ser que avançou um passo mais para Deus. Independentemente do que tenhas feito hoje ou em que situação te encontres, Eu sustento-te até ao final. Eu, que te crio e te renovo, sou precisamente o Deus El Shaddai". Aquele que nos renova hoje também é o meu Deus.

 

Vocês talvez pensem que estão passando um hoje igual ao de ontem. "O que haverá de especial amanhã? Como é segunda-feira, terei de ir trabalhar. Comerei enquanto trabalho, voltarei para casa depois de sair do trabalho, e depois ficarei adormecido, e no dia seguinte repetir-se-á a mesma rotina". Acham que este ciclo que se repete é tudo na vossa vida?

 

A vida de um pastor como eu não tem nada de especial à vista. Desperto pela manhã, como, vejo a Bíblia um pouco mais profundamente do que vocês e oro à hora fixada pelos santos. O dia termina depois de ir a visitas ou conhecer gente. No dia seguinte espera-me uma rotina que não é muito diferente.

 

Mas a Bíblia declara que a nossa vida não é assim de forma alguma. Por muito pequeno e insignificante que nos pareça, tudo o que acontece na nossa vida é um evento novo que nunca é igual ao de ontem. Porque o Deus Todo-Poderoso El Shaddai está criando algo novo para vocês em cada momento.

 

Oremos

Senhor de amor, hoje aproximamo-nos humildemente perante o Senhor. O Senhor que me sustém é precisamente o meu Senhor, por isso, Senhor, faz com que neste lugar voltemos a louvar apenas o Senhor e a recordá-Lo plenamente.

 

Meu Pastor e meu Todo-Poderoso Deus El Shaddai, faz com que me dê conta profundamente de que já sou um bem-aventurado graças a Ele, e faz com que sejamos nós quem viva desfrutando plenamente dessa graça.

 

Oramos no nome de Jesucristo, que nos sustém. Amém.

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