Gênesis, capítulo 49, versículos 27 e 28.

 

Benjamim é lobo que arrebata; pela manhã comerá a presa e à tarde repartirá o despojo. Todos estes são as doze tribos de Israel; e isto é o que lhes falou seu pai quando os abençoou; a cada um deles abençoou segundo a sua bênção.” Amém.

 

Benjamim: Filho da Mão Direita ou Lobo Que Arrebata?

Esta é a cena em que Jacó abençoa seus doze filhos pela última vez. Hoje, pretendemos examinar a bênção que recaiu sobre Benjamim e, em seguida, resumir o verdadeiro significado das palavras registradas ao final do texto: “abençoou a cada um deles segundo a sua bênção”. Como temos lido, queremos meditar juntos sobre quais lições espirituais essas profecias — que por vezes não soam como bênçãos — deixam para nós ao final da história de Jacó. Como encerramento desse grande desfecho, olhemos primeiro para Benjamim.

 

Benjamim foi originalmente o filho nascido de Raquel, que perdeu a vida ao final das dores do parto. A mãe agonizante chamou o menino de “Benoni”, que significa “filho da minha tristeza”, mas Jacó tomou o menino e o chamou de “Benjamim”. Isso significa “filho da mão direita”. Para expressar à nossa maneira, é o mesmo que declarar: “Este filho é minha mão direita e a fonte da minha força”.

 

No entanto, no texto de hoje, Jacó refere-se a este Benjamim como um “lobo que arrebata”, ou seja, um lobo. Trata-se de uma metáfora de impressão muito intensa e afiada. De fato, entre as tribos de Israel, Benjamim era a menor tribo em termos de números. Até o salmista referiu-se a eles diretamente como “o pequeno Benjamim”. Contudo, ser pequeno não significava que fossem fracos. Como sugere a expressão “lobo que arrebata” profetizada por Jacó, eles se tornaram uma tribo muito corajosa e agressiva.

 

A Bravura da Pequena, mas Forte Tribo de Benjamim

De fato, entre as figuras proeminentes da história bíblica, há muitos que possuem laços profundos com a tribo de Benjamim. Eúde, o guerreiro do livro de Juízes, é um deles; Saul, o primeiro rei de Israel, e seu filho Jônatas também eram da tribo de Benjamim. Todos eles eram guerreiros hábeis na guerra. Embora por vezes subestimemos Saul por ele ser obscurecido pelo brilho de Davi, como se vê no cântico “Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares”, ser capaz de lidar com mil inimigos é também um espírito grandioso. Especialmente Jônatas foi um guerreiro audaz que organizou uma pequena unidade de forças especiais para esmagar o acampamento filisteu. Assim, Benjamim era uma tribo que possuía um espírito pequeno, porém forte.

 

Um Alerta Contra a Ganância Oculta Sob a Bravura

O que devemos prestar mais atenção é a descrição geral no versículo 27. O texto registra: “Benjamim é lobo que arrebata; pela manhã comerá a presa e à tarde repartirá o despojo”. Isso não contém mera bravura. Comer o que foi “presa” (saqueado) pela manhã significa o desejo de cobiçar as coisas alheias sem estar satisfeito com a porção que lhe foi dada. Trata-se de um alerta contra a ganância descontrolada.

 

Este lobo não é apenas feroz e corajoso, mas também persistentemente ganancioso. Ele está tão preocupado em comer que não há espaço para compartilhar o alimento. Em vez de considerar o próximo, ele se encontra em um estado de reter desesperadamente os despojos de guerra até o anoitecer para não os perder. Isso mostra vividamente o forte desejo possessivo e a tendência monopolista latentes na tribo de Benjamim.

 

Em toda a Bíblia, o lobo geralmente representa uma imagem negativa. Jesus também comparou falsos pastores, que atacam e não protegem as ovelhas, a lobos; e no Antigo Testamento, essa imagem do lobo é frequentemente emprestada ao descrever líderes religiosos corruptos ou oficiais perversos. O livro de Sofonias registra assim: “Os seus príncipes no meio dela são leões rugidores; os seus juízes são lobos da tarde, que não deixam os ossos para a manhã seguinte”. Essa aparência gananciosa de não compartilhar com ninguém o que foi apreendido e tentar monopolizar tudo até o fim é precisamente a natureza do lobo contra a qual a Bíblia adverte.

 

A Hospitalidade Rompida e a Depravação Espiritual de Gibeá

Essa aparência não se limitou ao mero simbolismo, mas revelou-se como uma tragédia na história real do período dos Juízes. Israel viria a sofrer mais tarde uma guerra civil ao se dividir em Norte e Sul, mas o primeiro fratricídio miserável que ocorreu na história de Israel começou na tribo de Benjamim.

 

O início do incidente deu-se em uma terra chamada Gibeá, onde residia o povo de Benjamim. Um homem da tribo levita passava por ali e entrou intencionalmente em uma aldeia da tribo de Benjamim, a terra de seus compatriotas. No entanto, desde o momento em que pisou ali, a tragédia estava prevista. Pois, embora tenha entrado na aldeia, nem uma única pessoa acolheu este estrangeiro ou o convidou para sua casa. Em uma sociedade nômade, isso vai além de uma mera descortesia; é um ato que ameaça a sobrevivência e significa a depravação espiritual da comunidade.

 

Na sociedade moderna atual, pode ser natural não deixar um estranho entrar porque a privacidade é respeitada, mas nos tempos bíblicos era diferente. Por ser um ambiente onde a vida corria risco se não se obtivesse água e comida, a Lei ordena estritamente tratar os estrangeiros com bondade. Contudo, o fato de não haver ninguém em toda a aldeia de Gibeá para recebê-lo era uma triste prova de que o estado espiritual e moral daquela comunidade já estava rompido além da recuperação.

 

Um Crime Horrendo Cometido em uma Zona Sem Lei

Apenas ao entardecer, um homem idoso que retornava do trabalho no campo presenciou aquela cena. Ao ouvir as circunstâncias do levita, que não tinha para onde ir, o idoso o leva para sua casa e o trata com sinceridade. Isso por si só é uma cena verdadeiramente preciosa, mas, ao cair da noite, a situação se inverte completamente e piora. Os baderneiros da cidade começam a se aglomerar naquela casa e exigem que o levita seja entregue.

 

Eles dizem que infligirão a mesma violência sexual vista no incidente de Sodoma e Gomorra. O dono da casa recusa desesperadamente, dizendo que aquela pessoa é seu convidado e que eles não podem fazer aquilo. Um fato ainda mais chocante aqui é que, apesar de tal tumulto ocorrer em uma cidade, ninguém entre os juízes ou responsáveis pela segurança aparece. Isso significa que Gibeá já era uma zona sem lei, onde as leis e a ordem haviam colapsado, tornando-se uma sociedade onde o mal agia abertamente e ninguém o controlava.

 

Por fim, o levita toma a decisão implacável de entregar sua concubina, que viera com ele. A mulher, que sofreu a noite toda, retornou como um cadáver frio na manhã seguinte, e o levita segue para sua casa carregando aquele corpo. Se a história tivesse terminado ali, poderíamos ter apenas sentido profundamente que a era dos Juízes foi verdadeiramente corrupta. No entanto, o levita que retornou para casa realiza um ato ainda mais cruel e aterrorizante.

 

Uma Carta Feita de um Cadáver e a Primeira Guerra Civil

Ele dividiu o cadáver da mulher em doze pedaços e os enviou respectivamente às doze tribos de Israel. Literalmente, o cadáver tornou-se uma única carta. A mensagem que ele queria transmitir era clara. Era uma acusação de que “a tribo de Benjamim cometeu tal ato bárbaro contra mim”. Essa notícia terrível lançou todo o Israel em choque e, eventualmente, levou à primeira guerra civil, onde compatriotas apontaram espadas uns contra os outros.

 

A Tragédia do Fratricídio e a Crise da Tribo de Benjamim

O incidente de Gibeá trouxe resultados desastrosos. Todas as tribos, exceto a de Benjamim, formaram uma força aliada, e um exército de 400.000 homens saiu para atacar Benjamim. Talvez tivessem exigido: “Expliquem-se rapidamente e peçam desculpas pelo erro”. No entanto, a tribo de Benjamim, longe de admitir sua culpa, mostrou obstinação ao convocar, em vez disso, um exército e lançar um ataque.

 

O aspecto inicial da guerra levou inesperadamente à vitória de Benjamim. Entre as três batalhas, Benjamim venceu a primeira e a segunda, e as forças aliadas sofreram uma grande derrota, produzindo 40.000 baixas. Embora a tribo de Benjamim fosse numericamente inferior, eles perturbaram as forças aliadas ao colocarem à frente 700 guerreiros de elite. No entanto, as forças aliadas, tendo reorganizado sua estratégia após duas derrotas, finalmente alcançaram a vitória na terceira batalha.

 

As forças aliadas, tendo tomado o impulso, perseguiram o povo de Benjamim até o fim para exterminá-los. Por causa disso, a tribo de Benjamim passou a enfrentar uma crise em que sua própria existência poderia desaparecer. Aqueles que sobreviveram ao desastre da guerra foram meras 600 pessoas, que acabaram fugindo para as montanhas do deserto para se esconder.

 

A Promessa Fiel de Deus que Preservou a Tribo

Naquele ponto, uma mudança dramática ocorreu na atitude das pessoas das outras tribos. Elas começaram a orar fervorosamente diante de Deus. Arrependeram-se, lamentando e suspirando: “Deus, por que aconteceu tal tragédia? Por que desapareceu hoje uma tribo de Israel?”. Por fim, decidiram reviver a tribo de Benjamim novamente.

 

A razão pela qual a tribo de Benjamim sobreviveu no limiar da destruição não foi porque resistiram bem até o fim. Não foi porque fossem mais fortes, ou porque tivessem se arrependido primeiro. Apenas a promessa de Deus os salvou. Por causa da aliança com Abraão, Isaque e Jacó — de fazer de Israel o Seu povo e cumprir a história da salvação através deles — Benjamim pôde ser preservado.

 

Essa história de graça gerou frutos interessantes mais tarde. Durante o período do exílio, quando o povo israelita corria o risco de ser aniquilado, Mordecai e Ester, que os salvaram, eram descendentes desta tribo de Benjamim. No passado, Deus salvou Benjamim; e mais tarde, Deus salvou todo o Israel novamente através das pessoas daquela tribo. É verdadeiramente uma profunda e misteriosa providência de Deus.

 

A Sutileza do Pecado e a Realidade Espiritual do Nosso Eu Interior

No entanto, é um fato inegável que a tribo de Benjamim agiu com ganância, tentou encobrir seu pecado e lutou até o fim. Nossa aparência também, muitas vezes, não é muito diferente disso. Costumamos nos orgulhar de conhecer bem nossos pecados, mas a realidade frequentemente não é essa. Mesmo em momentos em que estamos profundamente caídos no pecado ou entrando no limiar do pecado, muitas vezes falhamos em perceber até mesmo o fato de que estamos em meio ao pecado.

 

Pelo contrário, é da natureza humana tentar se justificar e se persuadir de que “eu não sou um pecador”. Até Davi, a quem respeitamos, foi assim. Embora tenha cometido um pecado terrível, ele não se arrependeu diante de Deus nem uma única vez durante um ano. Até que o profeta Natã viesse e apontasse seu pecado, ele poderia tê-lo ignorado, talvez considerando-o como um direito que poderia desfrutar como rei.

 

O pecado é assim: assustador e sutil, e infiltra-se em nosso interior secretamente. Estamos, talvez, tratando o pecado com leviandade excessiva? O caso de Davi e a história de Benjamim alertam severamente sobre o quanto o pecado cega nossos olhos espirituais e que tipo de seres somos, que não podemos viver sem a graça e a promessa de Deus.

 

Disciplina que Salva e o Amor de Deus

Deus manteve fielmente Sua promessa para com Benjamim. Em vez de destruir Benjamim, Ele escolheu a disciplina. O propósito da disciplina não reside simplesmente em aplicar um castigo para colocar alguém sob penalidade eterna. Moldá-lo para ser uma pessoa digna do Reino de Deus é o verdadeiro propósito da disciplina. Esta é a característica única possuída pela disciplina de Deus que recai sobre todos os santos.

 

As provações e dificuldades que experimentamos não são penalidades destinadas a nos afastar da salvação. Pelo contrário, são a mão de Deus destinada a nos fazer sentir profundamente: “Deus é, de fato, tal pessoa. Devo perceber como devo crescer diante de Deus e o que devo discernir e qual é o meu pecado”. Como Davi e Benjamim experimentaram, a disciplina de Deus não é uma disciplina que mata, mas uma disciplina que salva. Benjamim verdadeiramente ganhou vida através desta disciplina.

 

Esta história de graça não para por aqui. Anos depois, Moisés proclama uma bênção surpreendente para Benjamim: “De Benjamim disse: O amado do Senhor habitará seguro com ele”. Benjamim, que era como um lobo arrebatador e vivia como um lobo ganancioso, através da disciplina, passou a ser chamado de “o amado do Senhor”. Esta profecia em Deuteronômio 33 mostra que o destino de Benjamim mudou completamente.

 

Bênçãos Personalizadas Segundo a Porção de Cada Um

A Bíblia registra: “o Senhor o cobrirá todo o dia, e ele habitará entre os seus ombros”. Habitar entre os ombros significa ser carregado nas costas. Benjamim, que era um lobo feroz, tornou-se agora um filho amado carregado nas costas de Deus. Externamente, as últimas palavras de Jacó poderiam ter parecido uma maldição ou julgamento para Rúben, Simeão ou Levi. No entanto, a Bíblia claramente chama todo esse processo de “bênção”.

 

Há uma lição profunda contida na bênção de Jacó. Devemos prestar atenção em como Deus entregou Sua bênção a todas essas tribos. O texto diz: “a cada um deles abençoou segundo a sua bênção”. Esta é uma “bênção sob medida”, adaptada às circunstâncias e necessidades de cada pessoa. Assim como as bênçãos de Judá e José são diferentes, e as bênçãos de Rúben e Dã são distintas entre si, Deus concede graça da maneira mais adequada para cada um de nós.

 

Portanto, a bênção de Deus não contém apenas coisas boas que esperamos. Nela, a disciplina pungente, os avisos solenes e os desafios espirituais também estão incluídos. Não apenas a boa sorte que comumente pensamos, mas até a disciplina que nos corrige está dentro da categoria da grande bênção de Deus. O texto de hoje enfatiza que essa mesma disciplina é a bênção que nos salva.

 

A Influência do Pecado e a Graça de Deus que Resgata

A primeira característica da bênção entregue por Jacó é que ela nos faz encarar a realidade espiritual em que nos encontramos. Frequentemente, as pessoas entendem mal que, uma vez que se tornam filhas de Deus, viverão uma vida completamente alheia ao pecado, mas a realidade não é essa. Enquanto vivemos neste mundo, ainda estamos sob a influência do pecado. Recebemos testes e tentações constantes e, às vezes, caímos em um pântano profundo sem sequer saber que é pecado. Há momentos em que nos tornamos espiritualmente entorpecidos a ponto de esquecer até mesmo a oportunidade de nos arrependermos.

 

No entanto, o cerne da bênção reside no fato de que a graça de Deus é maior que a influência desse pecado. Mesmo que tropecemos e caiamos devido ao pecado, a graça de Deus nunca nos deixa negligenciados e constantemente nos resgata. Esta é a verdadeira essência da bênção que Jacó entregou aos seus doze filhos. O amor fiel de Deus, que não desiste apesar das nossas fraquezas, é precisamente a maior bênção que desfrutamos.

 

Seguindo o Chamado de Deus, Não a Própria Definição

Reflita sobre a vida de Rúben. Ele era o primogênito que possuía tudo, mas não conhecia de modo algum o valor da bênção que estava desfrutando. Como não sabia quem era nem o que tinha, parecia viver uma vida infeliz por ter perdido a alegria. O mesmo vale para nós hoje. Porque continuamos esquecendo como Deus nos chama, muitas vezes nos definimos pelos padrões do mundo, e não pela definição de Deus.

 

Achamos que sabemos muito bem quem somos. Falamos como se condições tais como a escola que frequentamos, a empresa onde trabalhamos, quais são nossas circunstâncias atuais e qual é nossa ocupação determinassem nossa existência. Mas, ouçam bem, uma vida pontuada por tais condições não dura sequer cem anos. Sob a perspectiva da vida eterna, não podemos definir nossa vida inteira por meros cem anos de tempo.

 

Por exemplo, suponhamos que nossa vida seja de mil anos. Digamos que, por cem anos entre eles, alguém sofreu devido à falência de um negócio e perdeu tudo, mas viveu como o homem mais rico do mundo pelos novecentos anos restantes. Então, como deveríamos chamar essa pessoa? É um fracassado na vida ou um homem rico? Quando esquecemos o privilégio extraordinário que é o nome “Filho de Deus”, assim como Rúben, falhamos em desfrutar da verdadeira alegria e acabamos trilhando nós mesmos o caminho da dificuldade para tentar agarrar essa alegria. O que determina sua vida não é o sucesso ou fracasso de amanhã, nem as circunstâncias de hoje, mas apenas a promessa fiel de Deus.

 

O Orgulho Baseado na Própria Força e a Fé Abalada

Devemos também olhar para a aparência de Simeão e Levi. Eles foram verdadeiramente implacáveis. A razão pela qual não souberam conceder perdão, embora os oponentes tivessem recebido a circuncisão e estivessem em estado de defesa, foi porque possuíam “força. A força é algo verdadeiramente assustador. Qualquer tipo de força, não importa quão pequena, nos torna destemidos. Porque começamos a confiar em nossa própria força, em vez de confiar em Deus.

 

Uma pessoa saudável, por vezes, tem a saúde como sua força e não confia em Deus. Algumas pessoas têm riqueza econômica, então pensam: “fui diligente e não vivi de forma relaxada como os outros, e estou vivendo honestamente com o dinheiro que ganhei trabalhando duro”. Isso, por si só, é algo bom. Contudo, no momento em que confiamos nisso, não precisamos mais de Deus. Nesse momento, nossa fé começa a balançar. Percebemos somente quando as coisas materiais ou a saúde que acreditávamos serem firmes são abaladas — que as coisas que possuo são finitas e podem desaparecer a qualquer momento, e passamos a confessar: “Por que não confiei em Deus antes?”.

 

A Promessa do Reino de Deus Presente Entre Nós Agora

De fato, não é fácil confiar plenamente na promessa de Deus na vida de um crente. Porque a pequena quantia de dinheiro atualmente no bolso parece mais próxima e real do que a palavra de Deus dizendo: “Eu te darei um reino eterno”. A promessa de Deus sempre parece estar longe. Por isso Jesus veio a nós e proclamou: “O Reino de Deus já está entre vós”.

 

O Reino de Deus não é um lugar vago a ser desfrutado apenas no futuro distante. Ele está operando dentro de nós agora através do Espírito Santo, e é uma vida de produzir os frutos dessa alegria a partir de hoje e caminhar com o Senhor. Lembrem-se de que as histórias de Rúben, Simeão e Levi não terminaram em pecado. Deus não parou apenas em salvá-los, mas, mesmo através de disciplina e avisos, Ele os moldou constantemente como Seus filhos. Esta providência de graça está fluindo identicamente para nós, que vivemos hoje.

 

A Realidade Secreta e Destrutiva do Pecado

Devemos nos guardar contra o perigo de tratar o pecado com leviandade. O pecado move-se de forma muito mais inteligente e secreta do que pensamos. As falhas alheias ou os pecados óbvios revelados externamente são muito bem vistos por nossos olhos. Criticamos facilmente, dizendo: “Como eles podem ser assim?”. No entanto, é extremamente difícil descobrir a trave no próprio olho de que o Senhor falou, ou seja, a aparência do pecado que estou cometendo atualmente.

 

Infelizmente, quer percebamos ou não, o pecado em si possui uma força destrutiva poderosa. Uma vez que começa a entrar em nossas vidas, o pecado necessariamente desempenha um papel destruidor. Ele planta sementes de dúvida e desconfiança que não sabíamos quando se infiltraram e constantemente nos incita a odiar o próximo. O pecado escava precisamente a fonte de nossa ganância, ódio e ira, e nos instiga, dizendo: “Por que você tem que receber tal tratamento?”. Proteger-nos diante de tais tentações sutis é uma tarefa muito difícil. Portanto, nunca devemos tratar o pecado com leviandade; devemos lidar com ele seriamente.

 

Fraternidade Unida Pelo Sangue de Cristo

Devemos sempre olhar para trás e ver se sementes de inveja, ciúme, reclamação e ódio estão brotando em nossos corações em vez do fruto do Espírito. A Bíblia não nos concedeu o direito de odiar legitimamente alguém. Porque nós mesmos já somos pecadores injustos, não temos qualificação para julgar ninguém. Embora possamos nos esforçar para corrigir erros e buscar a justiça, não ser capaz de perdoar até o fim e odiar não é o ensinamento da Bíblia.

 

Devemos lembrar que as avaliações de outros e de nós mesmos que surgem repentinamente em nossos corações podem ser meu julgamento subjetivo, não o padrão de Deus. Mesmo que isso pareça correto segundo os caminhos do mundo, devemos perguntar ao Senhor mais uma vez: “Senhor, como Tu vês este irmão?”. A resposta é clara. É o fato de que ele é nosso precioso irmão por quem Jesus Cristo pagou o preço com Seu próprio sangue. No momento em que percebemos esse fato, nossa perspectiva não pode deixar de mudar. Tornamo-nos incapazes de falar descuidadamente, suportamos até o fim e pensamos novamente.

 

Uma Comunidade Misteriosa de Membros Vitoriosos Pela Cruz

A obrigação de sermos constantemente renovados pela Palavra e de buscarmos a justiça em prol da graça e misericórdia de Deus dentro da igreja também nos pertence. No entanto, há uma verdade que devemos gravar mais profundamente do que o arrependimento ou o perdão. Não importa quão profundas sejam as feridas e quão sérios sejam os pecados que proliferam dentro de nós, nenhuma dor pode vencer a cruz de Jesus Cristo. Somos seres unidos a Cristo. Assim como os membros de um corpo podem reclamar enquanto culpam as deficiências uns dos outros, a insatisfação mútua também pode existir entre nós.

 

No entanto, nosso corpo é usado, em última análise, para a glória de Deus através de Cristo Jesus, que é a cabeça. Embora seja uma aparência fraca, cheia de deficiências e erros, Deus revela Sua glória através de nós, incluindo todas essas falhas. A Bíblia ensina que somos membros do corpo de Cristo, e nenhum deles pode ser tratado com descaso. Porque todos são preciosos. Somos uma comunidade misteriosa unida pelo sangue da cruz e filhos honrados de Deus. Quando nos apegamos a esta identidade extraordinária, finalmente nos manteremos como uma igreja verdadeira que reflete a glória de Deus.

 

A Tentação da Idolatria e Deus Como a Herança Verdadeira

Há outra característica na salvação de Deus que não desiste de nós nem mesmo diante da influência do pecado. É o fato de que ela se encontra com as tentações constantes existentes neste mundo. O mundo sussurra para nós: “há paz aqui e há felicidade aqui”, e nos tenta. Ele nos ilude assim e coloca diante de nós inúmeros ídolos que nos fazem adorar coisas diferentes de Deus.

 

As aparências de Zebulom, Issacar, Naftali e Aser projetam esses valores mundanos. Eles tentaram provar seu valor através da abundância material. Mesmo entre os jovens de hoje, o ditado “não há nada em que confiar senão no dinheiro” circula naturalmente. O pensamento de que amigos e ambientes podem me deixar, mas o dinheiro não me trai, já se tornou um ídolo da era profundamente assentado em nosso interior.

 

O mundo tenta-nos constantemente a viver vidas egocêntricas. No entanto, naquele exato momento, devemos perceber que todos esses orgulhos e ganâncias originaram-se, por fim, no egoísmo de viver apenas para si mesmo, e devemos retornar ao Senhor. Porque Deus sabe bem com que facilidade caímos em tendências mundanas, Ele simultaneamente sempre abriu um caminho para sermos restaurados naquele lugar.

 

Uma Vida de Valor Eterno Olhando Para Cima Para Ver o Senhor

A Bíblia proclama-nos claramente: “Levantai os vossos olhos e vede o Senhor”. Esta palavra não significa um mero ato exterior de direcionar o olhar para cima. É um pedido espiritual para pensar sobre o que é verdadeiramente valioso em nossas vidas e o que não é em vão sob uma perspectiva eterna. Significa meditar no que é verdadeiramente importante para nossas almas e vidas diante da encruzilhada da vida e da morte.

 

Mesmo que vivamos uma vida curta, devemos nos perguntar o que é uma vida verdadeiramente valiosa. Devemos caminhar para uma vida que se apegue aos valores verdadeiros, não uma vida que persiga as coisas vãs do mundo. A palavra “Levantai os vossos olhos e vede o Senhor” é um pedido para retirarmos nossos pensamentos do mundo e fixá-los em Deus.

 

Deus, que dá a vida eterna, é o mais precioso para você, ou o quanto você possui nesta terra tornou-se o verdadeiro valor da vida? Olhe para Deus, que nos prometeu uma herança eterna, em vez da abundância momentânea dada pelo mundo. Dentro desse olhar de meditar no Senhor, o verdadeiro sentido e a paz de nossas vidas estão contidos.

 

Confirmando a Fidelidade de Deus nas Provações da Aflição

A terceira característica da bênção de Jacó é que ela nos lembra que neste mundo não existe apenas dor e tentação, mas também tribulação, e que há um Deus fiel que nos protege nessas provas. Esta verdade é revelada de forma extremamente clara através das vidas de José e Judá. Quão difícil foi a vida de José? No entanto, Jacó abençoou sua vida, dizendo que ela seria cheia de frutos e seus ramos correriam sobre o muro. Este é um trecho que mostra que nenhum teste ou tentação pode jamais vencer a forte soberania e providência de Deus.

 

Nas aflições e testes que experimentamos, o padrão mais importante não é “quão bem eu superei?” ou “eu venci por aguentar até o fim?”. Pelo contrário, o que é revelado através de todos esses processos é quem Deus é. O processo de perceber como Deus de fato me ama e como Ele me conhece é o mistério da aflição. Quando a vida de José foi conectada com Deus — o Pastor, a Rocha e o Todo-Poderoso ‘El Shaddai’ — sua aflição não foi mais desespero.

 

A Luz do Santo Sobrepujando a Situação

Para um santo, o tipo de situação ou posição em que se encontra não é um problema essencial. Quando foi que José brilhou verdadeiramente? Foi quando estava no cargo de um esplêndido Primeiro-Ministro, ou foi naquela época em que confiava em Deus mesmo durante sua injusta vida na prisão? A Bíblia registra que o carcereiro viu a graça de Deus estar com José. José brilhou consistentemente na casa de Potifar, na prisão, diante do Rei e após tornar-se Primeiro-Ministro.

 

A razão pela qual ele brilhou não foi porque sua habilidade era excepcional ou seu ambiente melhorou. Falando da perspectiva de hoje, nunca foi porque ele brilhou porque seus investimentos imobiliários ou em ações tiveram sucesso e a vida tornou-se confortável. Pelo contrário, mesmo em uma situação escura e frustrante onde a frente não podia ser vista, ele brilhou porque caminhou com Deus. A luz vinda de Deus em seu interior estava cercando-o, não as condições dadas pelo mundo.

 

A Glória Real Inerente a uma Vida Humilde

Vejam também a vida de Judá. Sua vida foi pontuada por incidentes humildes, como fugir de casa e uma história familiar vergonhosa. Olhando para o incidente chocante ocorrido entre um sogro e uma nora, quem imaginaria que a dignidade real seria revelada naquela vida? No entanto, Deus fez com que a tribo de reis saísse daquela vida vergonhosa. Ele não é chamado de abençoado simplesmente porque reis foram produzidos da tribo de Judá.

 

Como a vontade de Deus foi projetada em sua vida humilde e a história de Deus realmente ocorreu, ele pôde brilhar. Como o propósito de Deus foi cumprido através de Judá e quem Deus é foi revelado através de sua vida, ele é chamado de pessoa abençoada. É algo glorioso que um grande rei como Davi tenha vindo como seu descendente, mas, acima de tudo, porque ele estava emitindo uma luz digna disso dentro de sua própria vida, a Bíblia o chama de homem abençoado.

 

A Radiância de Cristo Moldada na Forma de Cada Pessoa

Por favor, lembrem-se definitivamente: vocês são todos seres diferentes. Portanto, a forma e a cor da luz que emitimos não podem deixar de ser diferentes. Entre nós, há quem emita uma suave luz estelar, e há quem seja como a luz do luar iluminando o céu noturno. Às vezes, há luz que arde intensamente como uma fogueira que aquece as pessoas ao redor e salva vidas.

 

Ou pode-se tornar um pequeno vaga-lume. Um vaga-lume que nem sequer é bem visto durante o dia, mas mostra às pessoas o caminho a seguir quando a noite profunda chega. O fato de ser menos precioso por ser pequeno e mais extraordinário por ser grande não é a lógica da Bíblia. A Bíblia declara que somos preciosos porque ‘a luz de Jesus Cristo’ brilha dentro de mim.

 

Seja um vaga-lume, luar ou luz estelar, não importa. Não é porque a coisa em si é emissora de luz, mas porque Cristo está brilhando essa luz em nossas vidas que vocês são seres brilhantes. O Reino de Deus é formado por várias luzes reunindo-se assim. Portanto, vocês são pessoas verdadeiramente preciosas. Em todas estas coisas, porque revelam o Deus que eu amo, o Deus que me ama tanto e é fiel, vocês brilham.

 

Graça Além da Porção de Cada Um e o Rosto Brilhante do Santo

A razão pela qual brilhamos não é porque o meu ‘qualquer coisa’ seja grande. É porque estamos revelando o Deus que nos ama extremamente e nos é fiel até o fim através de nossas vidas. Então, agora, por favor, mostrem um rosto brilhante. Vocês são pessoas que têm qualificação suficiente para isso. Talvez digam: “Pastor, a palavra ‘brilhante’ é um conforto, mas considerando minha situação, um suspiro escapa”.

 

Talvez em um canto desse coração se situe a ganância que ainda não foi abandonada. Um vaga-lume não precisa invejar o luar ou esforçar-se para se tornar a lua. A Bíblia diz que uma porção de bênção mais adequada para cada pessoa recai sobre ela. Como continuamos tentando medir o valor da bênção apenas pela quantidade mundana, nossos corações sentem-se feridos. A suposição “se eu tivesse tanto quanto aquela pessoa, eu também viveria dando graças” apenas adoece nossas almas.

 

Espero que deem graças pelo único fato de que a luz que emana de vocês é a ‘luz de Jesus’. Não importa quão fracos e insignificantes pareçam, se o Espírito Santo está comigo e Cristo habita em mim, eu já sou a pessoa mais deslumbrante. Mesmo que a luz de Cristo que sai de mim seja como um pequeno vaga-lume, vocês são filhos honrados de Deus que estão claramente brilhando neste mundo escuro.

 

A Bênção Suprema Completada em Cristo

A última característica da bênção entregue por Jacó é que o direcionamento de todas essas bênçãos está conectado com Cristo, o Messias que há de vir. A bênção que Jacó proclamou não para nem se completa naquele lugar. Não é uma forma acabada que termina aqui com “isto é o que recebereis”. Esta bênção possui um caráter profético e, conforme o tempo flui, é amplificada em uma aparência mais extraordinária e abundante.

 

O caso de Benjamim mostra isso de forma extremamente clara. Originalmente, ele era um ser como um lobo feroz e um ser que enfrentava uma crise de destruição. No entanto, após centenas de anos terem passado, Moisés faz uma proclamação completamente diferente para Benjamim: “Benjamim, tu és o amado do Senhor”. Um ser que era como uma fera feroz transformou-se em alguém que recebe o amor extremo de Deus.

 

Cristo não desceu subitamente a esta terra um dia por pena de nós. Nossos antepassados na fé confessam que Cristo se tornou como nós para experimentar pessoalmente as tentações e testes do mundo que enfrentamos, as lágrimas que derramamos e as aflicções que sofremos. A razão pela qual o Senhor nos sustenta em todos os altos e baixos de nossas vidas é para nos fazer alcançar a medida da estatura da plenitude de Cristo e nos conduzir à conclusão da salvação que o Senhor alcançou.

 

Verdadeira Bênção Florescida no Lugar do Quebrantamento

Qual é o segredo para que tal reversão dramática pudesse acontecer a Benjamim, que era um lobo feroz? Ele era originalmente alguém que lutava com sua própria força. Tinha o espírito e a bravura para enfrentar um exército de 400.000 homens enquanto colocava à frente 700 guerreiros de elite. Ele foi forte o suficiente para derrotar 40.000 soldados aliados ao alcançar duas grandes vitórias. No entanto, aquele ainda não era o tempo em que ele desfrutava da verdadeira bênção.

 

O momento em que ele percebeu o valor da verdadeira bênção e nasceu de novo como um amado de Deus foi, paradoxalmente, quando perdeu os 700 guerreiros em quem confiava e o exército de que se orgulhava colapsou. Somente após tudo o que ele acreditava ser sua força ter sido completamente quebrado, a graça mais preciosa de Deus, que estivera escondida em seu interior, começou a ser revelada.

 

Nossas vidas são as mesmas. Aquele ponto onde minha força é quebrada e as coisas em que eu confiava colapsam é, na realidade, o ponto onde a bênção de Deus começa. A reversão da graça que nos chama — a nós, que éramos como lobos — de amados de Deus está acontecendo identicamente em nossas vidas agora, em Cristo Jesus.

 

A Promessa de Deus Encontrada no Lugar onde Minha Força Desvaneceu

Benjamim perdeu tudo, mas nunca morreu. Porque a promessa fiel de Deus revelou-se claramente naquele exato ponto onde a força em que ele confiava colapsou. A aflição torna-se um canal que nos permite saber quem é a pessoa que realmente nos sustenta. Até então, pensávamos que nossa própria habilidade era, de fato, força, e acreditávamos que fazíamos tudo e que venceríamos no futuro para possuir tudo.

 

No entanto, no momento em que percebemos que as coisas que construí podem colapsar a qualquer momento, o que há de mais precioso guardado em nosso interior começa a brilhar. É precisamente a promessa de Jesus Cristo. A promessa “Tu és meu filho e minha filha”, a promessa “Tu és meu amado”. Nenhuma tempestade do mundo pode apagar esta promessa, e nenhum poder pode nos quebrar. Porque quando nosso armamento é desativado e toda a força humana desvanece, somente então é provado perante o mundo quem realmente somos.

 

A Verdadeira Bênção que Começa quando a Vã Confiança é Deixada de Lado

Exorto-vos a deixarem rapidamente as coisas em que confiam e acreditam em vós mesmos, pensando: ‘posso colapsar sem isso’. Espero que percebam o quanto antes que essas coisas nunca são a nossa verdadeira força. Em vez de se arrependerem apenas após perderem tudo, percebam neste momento que não é a vossa força e deixem-na ir voluntariamente da vossa mão. E olhem apenas para o Senhor. Esta é a maior bênção e declaração que posso vos dar.

 

Amados santos, se o objeto em que confiam não é o Senhor, deixem-no ir agora. Cessem de confiar em meios e ferramentas humanas. Somente então chegaremos a saber que pessoa brilhante somos. Não importa quão pequena a luz dentro de mim pareça, vocês perceberão que a luz de Jesus Cristo é a luz eterna da vida que penetra este universo.

 

O Pai que nos Carrega nas Costas até o Fim da Vida

Vocês são aqueles que receberam o amor extremo de Deus. São filhos honrados a quem o Pai carrega nas costas. Como a bênção que Moisés proclamou, Deus carrega vocês nas costas até que o dia de hoje termine. Não, não é nem até que um ano termine. Até aquele último momento em que nossa vida termina, o Pai nunca nos coloca no chão. Ele nos carrega nas costas até o fim e segue junto conosco em direção ao lar eterno.

 

Esta é exatamente a surpreendente reversão de Moisés que veio para a vida de Benjamim. Para uma vida cansada que teve de afiar sua lâmina como um lobo feroz para sobreviver em um mundo rude e teve de se proteger desesperadamente para não ser descartada, Deus diz: “Eu estou protegendo o sentido e o valor da tua vida. Estou carregando-te nas costas, e nunca te colocarei no chão até o fim e seguiremos juntos”. Oro no nome do Senhor para que vocês se tornem uma vida abençoada que é plenamente carregada nas costas deste Deus fiel.

 

Oremos.

Amado Senhor, que nunca percamos esta graça extraordinária contida na bênção de Jacó. Permite-nos descobrir novamente esta bênção a cada dia e desfrutá-la plenamente em cada momento da vida.

 

Já sabemos bem, por meio de inúmeras experiências, quão exaustiva e cansativa é uma vida tentando viver apenas pela sua própria força, e quão solitária e dolorosa ela é. No entanto, tem misericórdia de nós, que somos fracos e ainda tentamos nos levantar colocando nossa força à frente do Senhor, e permite-nos ouvir a voz detalhada do Senhor mais uma vez.

 

Por meio da Palavra do Senhor, permite-nos perceber claramente onde estão o nosso verdadeiro valor e a nossa luz, e quando é o momento em que brilhamos verdadeiramente. Permite-nos segurar essa verdade misteriosa de que posso brilhar com mais intensidade apenas quando sou quebrantado e carregado unicamente nas costas do Senhor.

 

Oramos no nome de Jesus Cristo, nossa luz eterna. Amém.

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