Gênesis 41:37–45
“O plano pareceu bom a Faraó e a todos os seus oficiais. Então Faraó lhes perguntou: ‘Poderíamos achar alguém como este homem, em quem esteja o espírito de Deus?’. Depois Faraó disse a José: ‘Visto que Deus lhe deu a conhecer tudo isso, não há ninguém tão criterioso e sábio como você. Você ficará encarregado do meu palácio, e todo o meu povo se submeterá às suas ordens. Somente em relação ao trono serei maior que você’. Assim Faraó disse a José: ‘Eu o coloco agora como autoridade sobre toda a terra do Egito’. Então Faraó tirou o seu anel de selar do dedo e o colocou no dedo de José. Mandou vesti-lo com roupas de linho fino e colocou uma corrente de ouro em seu pescoço. Fez com que ele subisse em um carro como o segundo em comando, e as pessoas gritavam diante dele: ‘Abram caminho!’. Assim, ele o colocou como autoridade sobre toda a terra do Egito. Depois Faraó disse a José: ‘Eu sou Faraó, mas sem a sua palavra ninguém levantará a mão ou o pé em todo o Egito’. Faraó deu a José o nombre de Zafenate-Paneia e deu-lhe como esposa Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. E José percorreu toda a terra do Egito”. Amém.
A Soberania Divina e o Despertar de José
Finalmente, José estava diante de Faraó. Após Faraó relatar seus sonhos, José apresentou uma interpretação clara e magistral. O fato de Faraó ter tido o mesmo sonho duas vezes, em formas diferentes, era a prova definitiva de que Deus já havia ordenado esses eventos e os realizaria prontamente. Naquele momento, José deve ter sentido uma profunda ressonância em sua alma. Ele certamente se lembrou de que também havia recebido dois sonhos com temas semelhantes em sua juventude. José finalmente percebeu, através da realidade de sua própria vida, que Deus havia ordenado seu caminho e que, naquele exato momento, estava cumprindo o Seu plano.
A vida de José não seguiu à deriva por mero acaso, nem os anos extenuantes que ele suportou foram em vão. Deus não deu a José aqueles primeiros sonhos simplesmente para incutir uma vaga esperança no futuro. Em vez disso, eles faziam parte de uma providência divina projetada para revelar Deus como o Governante Soberano de toda a história. Embora a vida de José tenha tomado um rumo inteiramente diferente do que ele poderia esperar — uma jornada mergulhada em dificuldades, lágrimas, lamentos e dor — cada passo estava guardado dentro do plano de Deus.
No passado, José era o filho amado que vestia a túnica de várias cores sob o cuidado zeloso de seu pai. No entanto, Deus despojou José de todo ambiente em que ele confiava, levando-o ao nível mais baixo: o calabouço. Paradoxalmente, porém, uma verdade permaneceu inabalável através de cada pico e vale de sua vida turbulenta: "Deus estava com ele". Através do cadinho da aflição, José estava aprendendo a arte de caminhar com Deus.
O Significado da Confissão: "Isso não está em mim; Deus dará a resposta"
Essa percepção foi o alicerce sobre o qual José pôde falar com tanta ousadia diante de Faraó. José confessou: "Isso não está em mim; Deus dará a Faraó uma resposta de paz. Eu não sou o senhor da minha própria vida; Deus é. Eu não sou quem desvenda este sonho; Deus é o seu dono. Não sou eu, mas Deus quem realiza todas essas coisas". Muitas vezes, quando ouvimos que "Deus faz tudo", podemos imaginar uma postura passiva — sentar de braços cruzados, esperando que Deus cuide de tudo. No entanto, a vida de José demonstra o contrário. Depois de se tornar governador através de sua interpretação dos sonhos, ele realizou um ministério vasto e meticuloso com todas as suas forças.
A razão pela qual Deus busca a confissão "Não sou eu, mas Deus" de nossos lábios não é porque Ele deseja que permaneçamos em um estado de desamparo letárgico. Pelo contrário, o significado é exatamente o oposto. É a resolução de não mais seguir uma vida moldada por nós mesmos, mas de buscar plenamente o caminho que agrada a Deus. É o reconhecimento de que, embora antes julgássemos e decidíssemos tudo por conta própria — definindo sucesso, fracasso, bem e mal pelos nossos próprios padrões — agora reconhecemos que até as alegrias e tristezas de nossas vidas são governadas por Deus. É uma poderosa declaração de intenção de confiar e obedecer a Deus como nosso verdadeiro Mestre.
Portanto, "entregar tudo a Deus" nunca é um ato de passividade. Pelo contrário, é o compromisso de mover-se na direção de Deus com todo o coração, alma e força para cumprir a Sua vontade. É viver dando o seu melhor absoluto, deixando claro que os resultados e a glória não nos pertencem. Esta é a essência da confissão "Deus o fez". Em última análise, essa confissão carrega um profundo significado espiritual: um realinhamento total da perspectiva pessoal, escolhendo ver tanto o passado quanto o presente através dos olhos de Deus.
Uma Mudança de Perspectiva em Todas as Áreas da Vida
Essa mudança de perspectiva se manifesta concretamente em nosso dia a dia, particularmente em como vemos nossos filhos. Anteriormente, alguém poderia considerar a obediência e o sucesso acadêmico de um filho — entrar em uma escola de prestígio e garantir um bom emprego — como o auge da paternidade e uma fonte de orgulho pessoal. No entanto, agora devemos nos libertar de tais valores. Devemos reconhecer que nossos filhos não são nossas posses, mas presentes confiados a nós por Deus, pertencentes exclusivamente a Ele. Consequentemente, ensiná-los a temer ao Senhor e ajudá-los a saber quem Ele é torna-se a missão mais significativa de nossas vidas.
Quando uma criança, antes vista apenas como um bebê indefeso, torna-se membro da aliança de Deus através do batismo, os pais percebem que essa criança também é um ser carinhosamente amado por Deus. Por confiarem que Deus está conduzindo a vida da criança com um propósito e plano claros, os pais passam a respeitar o filho como um indivíduo independente. Eles começam a ouvir a voz da criança e a trilhar o caminho de um parceiro, discernindo juntos o curso de vida que Deus preparou.
Essa transformação também é evidente em como disciplinamos. Em vez de repreender ou reagir com raiva simplesmente porque um filho não atendeu às expectativas pessoais, o foco muda para ajudá-lo a crescer como um filho de Deus. Incutimos neles a identidade que diz: "Você é uma pessoa preciosa destinada a manifestar a vontade de Deus nesta terra", ajudando-os a perceber a direção em que devem viver como Seus filhos. Em vez de sermos movidos pela ira porque nossa autoridade parental foi desafiada, oferecemos conselhos em amor, cuidando do futuro da criança sob o reinado de Deus. Esta é a marca de um pai cuja perspectiva foi transformada pela fé.
Fé Verdadeira Além dos Hábitos Religiosos
Essa transformação deve se estender além da relação pais e filhos e ser refletida em nossa vida na igreja. Frequentemente, as pessoas afirmam ter fé ao se unirem a uma comunidade, mas não conseguem ver a igreja como algo mais do que uma organização religiosa geral. A vaga noção de que um grupo de pessoas se reunindo para implorar por bênçãos moverá uma divindade a responder é o epítome da religião ritualista — algo que a Bíblia rotula estritamente como "idolatria". Muitas vezes, trocamos o Deus vivo por tal ídolo, acreditando erroneamente que esta é a essência de uma vida de fé.
Se a razão pela qual frequentamos o culto não é por um amor legítimo a Deus ou pela alegria da comunhão com os santos, mas por um senso de obrigação — pensando: "Dificilmente posso me chamar de cristão se ao menos não fizer isso" — nossa fé murchará gradualmente em uma religiosidade seca. Quando caímos em tal formalismo, o fervor do louvor, nossa atitude em relação à Palavra e nossa paixão legítima pelo Senhor praticamente desaparecem. Mesmo que estejamos aqui afirmando amar ao Senhor, uma parte de nossos corações pode ainda estar lutando para satisfazer nossos próprios desejos e prazeres antes dos de Deus.
Na verdade, somos seres frágeis que, muitas vezes, nem sabemos o que realmente queremos. Olhem para José no texto de hoje. Tudo o que José fez foi proclamar uma única verdade. Embora a sabedoria para interpretar o sonho tenha sido dada por Deus e o Espírito Santo estivesse agindo, a própria confissão de José foi clara. Ele simplesmente se colocou diante de Faraó e entregou a verdade: "Eu não sou nada; é Deus quem age".
Uma Verdade de Fé que Estremece o Centro do Mundo
José não apenas interpretou o sonho de Faraó falando a vontade de Deus, mas também forneceu uma estratégia clara para superar a crise iminente. Profundamente tocado pela proposta sábia de José, Faraó fez uma declaração monumental. Ele não parou apenas em elogiar a inteligência de José; ele confessou: "Poderíamos achar alguém como este homem, em quem esteja o Espírito de Deus?". É altamente improvável que Faraó, o rei do Egito, tivesse uma compreensão precisa do Espírito Santo. No entanto, ele fez tal confissão por uma razão: a verdade que José proferiu primeiro. Porque José declarou: "Não sou eu, mas Deus", até mesmo um rei pagão foi compelido a reconhecer que a fonte de toda a sabedoria era Deus.
Esta verdade simples e sem adornos — "Eu não sou nada, e Deus é tudo" — estremeceu o rei da nação mais poderosa do mundo, inquietou seus oficiais e, por fim, comoveu o país inteiro. A única verdade que José sustentava moveu o mundo. Deus guiou meticulosamente os treze anos de provação de José — e talvez todos os trinta anos de sua vida — para extrair essa confissão sincera de seus lábios e capacitá-lo a viver de acordo com ela.
Agora, eu pergunto a você: qual é a sua verdade diante de Deus? Você poderia contar inúmeras histórias sobre sua vida e o caminho que percorreu. Você poderia compartilhar testemunhos emocionantes. Mas qual é a verdade central que define sua existência? Sua verdade é: "Eu me mudei para esta terra estrangeira e me estabeleci, construindo esta carreira e este alicerce"? Sua verdade é a realidade externa de "Eu criei bem meus filhos e vivo confortavelmente com uma casa bonita e um carro"? Ou sua confissão é: "O Senhor é a minha única força, e eu vivi unicamente pela graça de Deus"? Dependendo da verdade que sustentamos, podemos viver uma vida poderosa que estremece o mundo ou permanecer enterrados em nossos próprios egos, repetindo uma existência medíocre.
O Evangelho da Cruz e a Verdadeira Esperança do Crente
Frequentemente confessamos: "Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim". Você mantém essa confissão como a verdade da sua vida ao olhar para trás em sua jornada? Você realmente reconhece que não foi você quem viveu, mas o Senhor que entrou em sua vida para habitar com você, e que somente Deus o moldou em quem você é hoje? Você acredita que Jesus Cristo é a sua vida eterna, sua única salvação e sua alegria? A cruz de Cristo é verdadeiramente a sua esperança?
Se esta é a nossa confissão genuína, então por que nós — que ouvimos o Evangelho, cantamos sobre a cruz e confessamos o Senhor com nossos lábios — estamos tão perturbados e abalados? O que nos causa tanta dor e por que estamos tão decepcionados? Por que permanecemos na exaustão como aqueles que não têm esperança, ficando em um estado de desamparo como se não tivéssemos nada e não pudéssemos fazer nada?
Se a semana passada foi tão desgastante que você veio aqui em busca do consolo de Deus, aqui está o verdadeiro consolo do céu: o fato de que Cristo morreu por você. É a verdade de que o amor eterno de Deus, incomparável a qualquer coisa neste mundo, desceu a esta terra por você. É esta, verdadeiramente, a nossa força e a realidade de nossas vidas? Eu oro para que este Evangelho se torne a sua verdade viva. Desejo que vivamos por Aquele que se tornou o meu pecado, que se tornou o meu arrependimento, minha restauração e minha plenitude. Espero que sua verdade se torne a confissão de que, porque Ele se tornou as suas lágrimas, você pode finalmente enxugá-las.
Jesus Cristo, o Homem do Espírito, e Nós
Observem Faraó diante de José. Embora Faraó não conhecesse José ou Deus com precisão, Deus fez com que até os lábios deste rei pagão proclamassem uma magnífica verdade de fé. A confissão de José — "Não sou eu, mas Deus" — abalou o coração de Faraó. Evocou um senso de temor: em que este homem confia para ser tão confiante? O que preenche o seu ser interior? Através dos lábios de Faraó, Deus conta a história Daquele que está além de José — Aquele a quem José prefigura e que eventualmente completará a obra: Jesus Cristo. Embora Faraó possa ter desaparecido na história sem ver a realidade plena dessa glória, as palavras que ele proclamou foram plenamente realizadas através de José e, por fim, em Cristo.
Faraó chamou José de "um homem em quem está o Espírito de Deus". Quem é o Único neste mundo que viveu em perfeita harmonia e inspiração do Espírito de Deus? É Jesus Cristo. Outro título para Jesus é "o Homem do Espírito". Frequentemente usamos nossa fragilidade como desculpa para reclamar diante de Deus, dizendo: "Senhor, não conheces a minha fraqueza? Como posso viver lutando contra o pecado neste mundo severo?". No entanto, o Senhor provou que podemos todas as coisas através da fé e em Cristo. Enquanto esteve na terra, Jesus viveu baseando-se unicamente no Espírito Santo.
Por que Ele, que é Deus por natureza, absteve-se de manifestar Seu próprio poder divino e, em vez disso, confiou puramente no Espírito Santo e em Deus Pai? Foi para enviar a mensagem mais poderosa a nós, que compartilhamos a mesma natureza humana. "Vocês acham que faço essas coisas porque sou Deus? Acham que vivo por um poder inerente Meu? Não. Por amor a vocês, Eu confio no Espírito; Eu ajo e curo em Seu nome. Eu não falo Meus próprios pensamentos, mas apenas as palavras que o Pai Me dá". Porque foi assim que Cristo viveu, Ele pode dizer o mesmo a nós: vivam confiando no Espírito, aprendam a caminhar com o Espírito e lembrem-se de que Ele nunca os deixará sozinhos. O fruto da vida que Jesus viveu pelo Espírito tornou-se, por fim, nosso em Cristo.
A Verdadeira Felicidade de uma Vida Guiada pelo Espírito
Isso foi verdade não apenas para José, mas também para Daniel. O rei Nabucodonosor disse a Daniel: "Ouvi dizer que em ti está o espírito dos deuses, e que em ti se acham luz, e entendimento, e excelente sabedoria". Até os governantes mundanos testemunharam que cada passo que Daniel dava estava sob a mão de Deus. Esse mesmo Espírito Santo vive em você agora. Você se tornou uma pessoa cuja vida é conduzida pela inspiração do Espírito. O Senhor disse: "É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus". Isso mostra, paradoxalmente, como é improvável alcançarmos a verdadeira felicidade se vivermos apenas de acordo com nossos próprios desejos.
Você pode possuir muitas coisas neste mundo. Pode acumular conhecimentos que outros invejam, ingressar em uma profissão desejada e ver todos os seus planos se desenrolarem sem problemas. Seus filhos amados podem crescer exatamente como você orou. No entanto, mesmo que todas essas condições sejam atendidas, nunca poderemos desfrutar da verdadeira felicidade se uma coisa permanecer insatisfeita: o princípio de que devemos viver de acordo com os anseios do nosso espírito, conforme o Espírito Santo nos inspira e habita em nós.
Muitas vezes lamentamos: "Eu sei que deveria ler a Bíblia e confiar no Espírito, mas o espírito está pronto e a carne é fraca". No entanto, devemos mudar nosso pensamento. É uma lei natural que a carne enfraqueça; não importa quão saudável uma pessoa seja, o corpo declina com o tempo. Nosso real problema não reside na carne, mas no coração. Para ser franco, não é que nossa carne seja fraca — a carne permanece forte em seus próprios desejos — mas sim que nosso coração para com Deus é fraco.
A Alegria de Seguir os Desejos do Espírito
A Bíblia diz que Deus já colocou em seu coração o que você realmente deseja. O que seu espírito sinceramente anseia é aproximar-se de Deus e encontrar-se com a Sua Palavra. Infelizmente, muitas vezes seguimos as tentações de nossa natureza pecaminosa em vez da voz do espírito. Porque você é um filho precioso de Deus, seu espírito instintivamente anseia por Ele. É por isso que o Espírito Santo dentro de nós geme — às vezes com lágrimas, às vezes com um coração pesado — conduzindo-nos de volta a Deus. A menos que o anseio espiritual seja atendido, a verdadeira felicidade permanece esquiva porque você não está vivendo a vida que realmente deseja.
Penso no famoso romancista Kim Hoon. Ele originalmente trabalhou no serviço público e só começou sua carreira como escritor aos 40 anos, quando sua paixão por romances floresceu. Quando questionado sobre como era em comparação com sua vida antiga, ele respondeu: "Sou feliz agora como escritor". É porque ele está fazendo o que realmente deseja.
Quando uma pessoa é mais feliz? É quando ela faz o que seu espírito deseja. Tornamo-nos felizes quando voltamos nossos passos para o Senhor, quando invocamos o Seu nome apenas mais uma vez e lembramos de Sua graça, e quando abrimos a Palavra e obtemos percepções profundas. O breve momento em que você confessa: "Senhor, vivi de forma errada" e se volta para Ele é, de fato, o tempo abençoado em que aquilo que seu espírito mais desejava está sendo cumprido. A verdadeira alegria, que nada neste mundo pode proporcionar, é encontrada ali mesmo. Se você quer viver uma vida verdadeiramente alegre e prazerosa, viva conforme seu espírito conduz. Uma pessoa encontra profunda satisfação quando vive fazendo o que realmente quer.
Pelos padrões mundanos, fazer o que você é bom torna-se uma carreira, e fazer o que deve, mesmo que não queira, torna-se um sustento. No entanto, fazer o que você realmente deseja é um deleite e uma alegria. Quando você está imerso nisso, o tempo voa. Então, por que vivem esquecendo o que sua alma tanto quer? Sentimos uma sensação de vitalidade — "estou vivo" — apenas quando nos dedicamos a assuntos espirituais. Existe alguém pensando: "Pastor, não acho que isso se aplique a mim"? Por favor, apenas tente uma vez. Abra a Palavra com o coração que diz: "Não ouvi o Pastor até agora, mas desta vez vou ler a Bíblia por apenas 15 minutos". Veja por si mesmo como seu espírito responde. Não desista se não houver mudança imediata; persista dez vezes, cem vezes. Confronte honestamente se a Palavra de Deus realmente revive sua alma e que tipo de anseio o Deus em quem você crê colocou dentro de você.
Tente viver de acordo com os desejos do espírito por apenas um dia, ou mesmo uma semana. Você perceberá como a vida de fé pode ser emocionante e alegre. A razão pela qual aumento minha voz durante o sermão não é apenas para acordá-los, mas porque esta verdade é tão avassaladora e emocionante. Eu estaria aqui à força? Não. Faço isso porque realmente amo. Sou verdadeiramente feliz porque estou fazendo o que desejo. Oro para que vocês também desfrutem desta felicidade. As inúmeras letras que dizem: "Só de pensar em Ti, Senhor, meu coração se alegra", não são palavras vazias. São realidade e verdade. Não percam esta felicidade que pertence legitimamente àqueles que creem em Jesus Cristo. O bom desejo já está plantado em seu coração. Eu os abençoo para que vivam uma vida abençoada seguindo esse desejo santo, como alguém inspirado pelo Espírito de Deus.
Uma Temporada de Refinamento e o Desejo de Reconhecimento
No texto, Faraó reconhece José, remove o anel de selar de sua própria mão e o coloca na de José. Ele também o veste com roupas de linho fino e coloca uma corrente de ouro em seu pescoço. Este ato de "vestir" é um elemento altamente simbólico que percorre o coração da história de José. A vida de José começou com a túnica de várias cores, um símbolo do favoritismo de seu pai. Naquela época, José gostava de ser o centro das atenções — um adolescente que desejava constantemente o reconhecimento. Para ele, não havia nada melhor do que ser notado. Ele amava tanto se exibir que até vestiu aquela túnica especial para ir aos campos onde seus irmãos trabalhavam. Talvez isso seja um reflexo de uma natureza latente em todos nós.
Existe uma história característica sobre o teólogo puritano John Owen, a quem respeitamos tão profundamente. Embora tenha escrito muitos livros brilhantes, ele quase não deixou registros pessoais. Foi somente cerca de cinquenta anos após sua morte que uma biografia foi compilada a partir dos relatos de seus amigos. De acordo com esses registros, um dos traços mais proeminentes de Owen era um forte desejo de ser reconhecido pelos outros. Quanto deve ter lutado esse grande teólogo interiormente, combatendo a necessidade de aprovação humana? Enquanto ele trabalhava nessa luta, vemos que isso não é um assunto simples. Embora neguemos, muitas vezes nos vemos reagindo com raiva repentina quando alguém nos ignora ou fere nosso ego.
José não foi exceção. Portanto, Deus o chamou para um lugar de refinamento para discipliná-lo através de Sua Palavra. Sua vida foi uma série de eventos que estilhaçaram seu orgulho humano. Deus o despojou à força da túnica de várias cores que ele tanto estimava e o vestiu com o quê? As roupas de um servo. As roupas de um escravo. A partir de então, ele teve que viver com o traje de um escravo. Ele se tornou um escravo que teve que lançar fora todo o orgulho e servir aos outros. Em outro sentido, ele poderia ter se tornado escravo de muitas coisas — até mesmo de seus próprios desejos. No entanto, porque aprendeu naquele lugar que Deus estava com ele, buscou lançar fora a "veste de escravo" da alma e buscar a vontade de Deus.
Embaixadores do Reino Além da Justiça da Lei
Nossa jornada de fé é estruturalmente muito semelhante à vida de José. Mesmo antes de crermos em Jesus, ou mesmo depois, muitas vezes pensamos: "Bem, Deus existe, então devo viver uma vida moral de acordo com os Seus padrões. Devo evitar prejudicar os outros ou tomar o que pertence a eles; não devo viver uma vida indelicada neste mundo". De certa forma, isso se assemelha à tentativa de se justificar diante de Deus guardando a lei. Estruturalmente, quando José lançou fora sua veste e fugiu da tentação, poderia parecer que ele estava demonstrando sua própria bondade diante de Deus ao guardar uma lei moral. Mas qual foi o resultado? Devemos lembrar o que aconteceu com os muitos fariseus e saduceus que tentaram parecer justos diante de Deus observando estritamente a lei e Seus mandamentos.
Deus nos delegou uma missão muito maior do que apenas guardar regras. Vocês são reis do reino de Deus e, ao mesmo tempo, Seus embaixadores. Nosso verdadeiro Rei — ou em nossos termos, nosso Imperador — é Deus. Somos reis que trabalham ao lado Dele sob a Sua autoridade. Portanto, quando vocês ouvem o Evangelho, quando falam o Evangelho e quando o Evangelho está sendo cumprido em suas vidas e produzindo frutos, o reino de Deus se expande. Mesmo em pequenas coisas, o reino de Deus começa a crescer. Se você costumava usar cem palavras para ferir os outros, mas agora reduz isso em uma e usa outra palavra para edificar alguém, o reino de Deus se expandiu nessa medida. Se você costumava passar batido por aqueles em dificuldade, mas agora se volta para olhá-los com lágrimas ou um coração angustiado e ora por eles, você está testemunhando a expansão do reino de Deus.
Cada momento que você caminha com o Senhor em obediência à Sua Palavra, você vê o Seu reino se expandindo. Neste reino, você é o segundo no comando, seguindo apenas o Deus Triúno — o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Você é o "Número Dois". Você pode sentir que ser o segundo no comando não tem sentido se não tiver "soldados" sob seu comando, mas a verdade permanece: você é o segundo no comando. No reino de Deus, como reis, governaremos sobre toda a criação que Deus fez.
A Glória dos Santos com um Novo Nome e Novas Roupas
Toda essa glória é o título, a delegação, o poder e a alegria que Deus dá a você. Isso também é revelado no nome "Zafenate-Paneia". Ele carrega um significado como "Deus fala e Deus vive". Esse nome foi dado a José, mas vocês acham que Deus o deu apenas a ele? Ele o deu a nós também. De fato, aquele que completa a história de José é Jesus Cristo. Ele sofreu como José sofreu. Onde José falhou em muitas coisas, o Senhor as cumpriu perfeitamente. Ao alcançar completamente a salvação para nós, Jesus se tornou o "José Supremo". Ele é o Moisés Supremo e o Abraão Supremo. Cristo cumpriu tudo no Antigo Testamento.
Mas por quem Ele cumpriu essas coisas? Por que as fez? Foi por você. Foi por nós. Quem se beneficia de todas essas bênçãos, desse amor e dessas ações? Quem desfruta da graça da cruz? É Jesus? Jesus precisa de vida eterna para Si mesmo? Não. Ele o fez por causa de você. Nós somos os que desfrutamos. Portanto, o nome do "Deus que fala e vive" torna-se o nosso nome. Diz em Apocalipse: "Escreverei o Meu nome em sua testa" — Deus nos dá o Seu nome.
O nome que protege você e nos guarda é o próprio nome de Deus. Esse nome nos pertence. Vestimos linho fino. Lançamos fora as roupas de prisão que significam frustração, desespero, miséria e fracasso, e colocamos o anel do Senhor. Não o de "O Senhor dos Anéis", mas o "Anel do Senhor". Ele coloca o anel do Deus eterno em nosso dedo e nos acolhe.
De certa forma, essa história é muito semelhante ao que Jesus disse na famosa Parábola do Filho Pródigo. Assim como o pai acolheu o filho, colocando um anel em seu dedo e dizendo: "Meu filho voltou vivo", Deus está mostrando, através da exaltação de José por Faraó, como Ele levanta você — lembrando-nos através das Escrituras que a história de José é a sua história.
O Caminho de um Rei que Caminha em Humildade
Portanto, tenho uma exortação final para vocês. Se perceberam: "Uau, não sou apenas um filho de Deus, mas um rei de Seu reino, chamado para reinar", e passaram a conhecer um pouco mais de quem são, então espero que cresçam para entender ainda mais o que essa bênção e graça envolvem. No entanto, se você já sabia disso e tem vivido com a atitude: "Sou um filho de Deus e um rei, então que o mundo tente me parar; sou filha de Deus", então eu o exorto: nunca "assuma a majestade do tigre". Existe uma expressão, Hoga-howi (호가호위), que descreve uma raposa agindo como se fosse um tigre por contar com a presença do tigre. Você nunca deve tentar brilhar com sua própria luz ou decorar-se usando Deus como pano de fundo.
Exalte a Deus e humilhe-se. Coloque-se no lugar de Jesus Cristo, que, embora Rei, entregou-se à morte e recebeu o nome de "o Cordeiro". Caminhe com Cristo. Caminhe como Ele caminhou, em profunda humildade. Caminhe como Ele o fez, confiando no Espírito Santo. Humilhe-se ao lado do Senhor, que Se rebaixou vez após vez. Deus certamente o exaltará ao lugar mais alto junto com Cristo.
Anseie por como Deus o levantará em Seu reino, como Ele o guardará neste mundo e como o conduzirá como alguém digno desse nome glorioso. Viva hoje não pelos problemas diante de você ou por este mundo sombrio que o angustia, mas pelo nome de Deus com o qual Ele o chamou. Lembre-se de que nada jamais poderá derrotar esse único Nome. Não importa quão escuro fique, quão miserável, quão desesperador pareça — mesmo nos momentos em que parece que tudo está perdido e a vida não tem sentido — lembre-se de que o nome de Jesus vence tudo. Lembre-se de que este é um dia que você vive através Dele.
Oremos
Senhor, ajuda-nos a nunca esquecer que estamos dentro da Tua graça e sob o poder do Teu nome. Como José, que sejamos daqueles que confessam a verdade: "Não sou eu, mas Deus". Ajuda-nos a permanecer firmes nesse lugar. Oramos em nome de Jesus. Amém.
'IV. Coleção de Sermões do Pastor > Gênesis' 카테고리의 다른 글
| Gênesis-134 – De onde vocês vieram? (0) | 2025.12.21 |
|---|---|
| Gênesis-133 – Encontro com o tempo (0) | 2025.12.21 |
| Gênesis 131 – Encontrando um Sonho – Parte 3 (1) | 2025.11.12 |
| Gênesis 130 – Encontrando um Sonho – Parte 2 (0) | 2025.11.11 |
| Gênesis 129 – Encontrando um Sonho – Parte 1 (0) | 2025.11.11 |
